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Policial

Um ano após morte, família de varredor cobra justiça da Solurb

Familiares de Cipriano Pereira Quinhone protestam em frente à empresa e pedem medidas de segurança após acidente fatal.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 17/09/2026 - 18:26 | Meu MS News
Um ano após morte, família de varredor cobra justiça da Solurb
Cipriano estava trabalhando no momento do atropelamento. (Foto: Madu Livramento, Midiamax)

Protesto marca um ano da morte de varredor

Nesta quinta-feira (17), um ano após o acidente que matou o varredor Cipriano Pereira Quinhone, de 60 anos, familiares se reuniram em frente à Solurb, em Campo Grande, para cobrar respostas e justiça. Segundo eles, o motorista envolvido no atropelamento não passou por reciclagem e continua trabalhando na mesma função.

O acidente ocorreu em 17 de setembro de 2025, na Avenida Duque de Caxias. Cipriano fazia coleta de varrição quando foi atropelado pelo caminhão da empresa, morrendo no local. A Polícia Civil registrou o caso como homicídio culposo.

Família critica falta de medidas

Gabriella Araújo Quinhone, filha da vítima, de 31 anos, afirma que a empresa não tomou nenhuma providência. “Eu gostaria que esse motorista fosse demitido. Ele foi irresponsável, arrastou o caminhão e passou por cima do meu pai. O mínimo seria uma reciclagem com todos os motoristas e aumentar a sinalização”, disse.

O genro Fagner Almeida reforçou o descaso: “É feito o manejo de pessoas de qualquer maneira, sem treinamento ou capacitação. A empresa trata o colaborador como um número”.

Acordo de não persecução penal gera revolta

O motorista que dirigia o veículo fez um acordo de não persecução penal, evitando o processo. O Ministério Público estabeleceu indenização de R$ 3 mil, dividida em 10 parcelas, paga à filha. “A vida do meu pai não vale apenas isso. Pedi a cassação da CNH e não consegui. Ele continua trabalhando na empresa”, lamentou Gabriella.

Ela ainda ressaltou que não recebeu pedido de perdão do motorista nem da empresa: “Meu pai havia acabado de completar 60 anos e estava prestes a se aposentar”.

O que diz a Solurb

Procurada, a Solurb informou que cumpriu todas as obrigações trabalhistas, pagou verbas rescisórias e liberou indenização do seguro de vida. Em nota, a empresa afirmou que “aplica rigorosos procedimentos operacionais focados na segurança e na prevenção de riscos”, incluindo treinamentos periódicos. Disse ainda que a família optou por buscar reparação na Justiça e que aguarda os trâmites legais.

A empresa classificou o acidente como “uma lamentável fatalidade, ocorrida mesmo diante de todos os protocolos e medidas de segurança previamente adotados”. A Solurb se colocou à disposição das autoridades.

Relembre o caso

  • Data do acidente: 17 de setembro de 2025
  • Local: Avenida Duque de Caxias, Campo Grande
  • Vítima: Cipriano Pereira Quinhone, 60 anos, varredor
  • Causa: Atropelamento por caminhão da empresa em manobra de ré
  • Registro policial: Homicídio culposo
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O rap de MS invadindo a MTV

O grupo Falange da Rima, cria da periferia de Campo Grande, foi pioneiro em quebrar a bolha do isolamento cultural do Estado. Os caras conseguiram emplacar o clipe pesado de "Circo dos Horrores" direto na grade nacional da antiga MTV Brasil.

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