BTG Pactual assume controle do Nubank Parque e se torna majoritário
O BTG Pactual vai assumir o controle do Nubank Parque como acionista majoritário, passando a comandar toda a operação do estádio na Barra Funda, em São Paulo. A transação ainda precisa ser analisada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), procedimento padrão para negócios desse porte.
Mudança no comando da arena
A WTorre, que até então gerenciava o estádio, continuará como acionista com assento no Conselho de Administração, mas deixará de comandar a casa do Palmeiras. A informação foi divulgada inicialmente pela coluna do PVC e confirmada pela Folha de S.Paulo. Apesar da troca de controle, não há previsão de alterações na equipe atual, que segue sob o comando de Marcelo Frazão, da WTorre.
Relação com o Palmeiras e eventos preservada
Segundo fontes com conhecimento da negociação, a relação direta com o Palmeiras não será modificada. A prioridade ao clube alviverde em partidas decisivas será mantida. Todos os contratos com promotores de eventos e patrocinadores serão respeitados. A promessa é continuar equilibrando o calendário entre jogos do time e shows.
Números do estádio e acordo de naming rights
A chegada do BTG Pactual ocorre cinco meses após o rebatismo do estádio, antes chamado Allianz Parque. Em abril, o Nubank assumiu os naming rights e, após votação com torcedores, definiu o nome Nubank Parque. O contrato vale por oito anos (2026 a 2034) e prevê pagamento anual de cerca de US$ 10 milhões (R$ 51 milhões na cotação atual). No acordo anterior, a WTorre recebia aproximadamente US$ 5 milhões (R$ 25,5 milhões) por ano da empresa de seguros. O Palmeiras tem direito a um percentual desse valor.
Em 2025, o estádio recebeu mais de 2 milhões de visitantes, com:
- Partidas oficiais: 33 jogos
- Shows: 33 eventos
A busca por um novo parceiro comercial foi motivada pela avaliação da WTorre de que os valores do contrato anterior estavam defasados diante do intenso uso do espaço.
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