Família aponta erro médico após paciente morrer 6h após alta em MS
Caso é investigado pela Polícia Civil
A Polícia Civil investiga a morte de Luana dos Santos Hilário, de 42 anos, ocorrida no dia 13 de agosto, seis horas após receber alta do Hospital Regional de Nova Andradina. A família suspeita de erro médico e pediu a instauração de inquérito por homicídio culposo.
Luana deu entrada na unidade no dia 12 de agosto com pressão no peito e dor no braço esquerdo. De acordo com relatos, ela teria sido classificada como risco azul, não urgente, e passou por atendimento médico. O profissional registrou dor torácica irradiada e parestesia, mas não teria solicitado eletrocardiograma nem exame de troponina, segundo familiares.
Atenção inicial levantou suspeitas
Conforme a representação encaminhada à polícia, a hipótese diagnóstica registrada foi de ansiedade generalizada. Luana recebeu medicação e foi liberada. Cerca de seis horas depois, já na manhã do dia 13, ela retornou ao hospital em estado grave. Foram feitas manobras de reanimação, mas a paciente não resistiu e morreu às 7h20.
A certidão de óbito aponta choque cardiogênico e infarto agudo do miocárdio como causas da morte. A família alega que houve falha no primeiro atendimento, mas a polícia ressalta que ainda não há elementos suficientes para concluir por erro médico.
Investigação em andamento
Em despacho assinado na quarta-feira (16), o delegado Luiz Quirino Antunes Gago, da 1ª Delegacia de Polícia de Nova Andradina, determinou diligências preliminares. O documento destaca que a morte ou agravamento do quadro não caracterizam, por si só, culpa profissional. Será necessário verificar se houve negligência, imprudência ou imperícia.
Entre os pontos a esclarecer estão os sintomas apresentados no primeiro atendimento, os fatores de risco registrados, a necessidade de eletrocardiograma e dosagem de troponina, e se a conduta médica estava alinhada aos parâmetros técnicos. O delegado ponderou que o diagnóstico posterior de infarto não significa que a condição pudesse ter sido identificada obrigatoriamente no primeiro contato.
Hospital se manifesta
O Hospital Regional de Nova Andradina informou que abriu apuração interna sobre o caso. Em nota assinada pela diretoria técnica, a unidade afirma que o atendimento e a evolução clínica de Luana estão sendo analisados pela Comissão de Óbito. A avaliação inclui registros assistenciais e demais dados do atendimento.
A instituição diz que ainda não pode apresentar conclusões, pois a análise não foi finalizada. Em nota, manifestou solidariedade à família e garantiu que as informações serão formalizadas após o fim dos trabalhos, respeitando limites legais, éticos e de confidencialidade.
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