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Policial

Família aponta erro médico após paciente morrer 6h após alta em MS

Luana Hilário, de 42 anos, morreu em casa após receber alta, com queixas de dor no peito. Polícia investiga possível erro médico.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 18/09/2026 - 09:27 | Meu MS News
Família aponta erro médico após paciente morrer 6h após alta em MS
(Foto: Divulgação/Arquivo Familiar /Jornal da Nova)

Caso é investigado pela Polícia Civil

A Polícia Civil investiga a morte de Luana dos Santos Hilário, de 42 anos, ocorrida no dia 13 de agosto, seis horas após receber alta do Hospital Regional de Nova Andradina. A família suspeita de erro médico e pediu a instauração de inquérito por homicídio culposo.

Luana deu entrada na unidade no dia 12 de agosto com pressão no peito e dor no braço esquerdo. De acordo com relatos, ela teria sido classificada como risco azul, não urgente, e passou por atendimento médico. O profissional registrou dor torácica irradiada e parestesia, mas não teria solicitado eletrocardiograma nem exame de troponina, segundo familiares.

Atenção inicial levantou suspeitas

Conforme a representação encaminhada à polícia, a hipótese diagnóstica registrada foi de ansiedade generalizada. Luana recebeu medicação e foi liberada. Cerca de seis horas depois, já na manhã do dia 13, ela retornou ao hospital em estado grave. Foram feitas manobras de reanimação, mas a paciente não resistiu e morreu às 7h20.

A certidão de óbito aponta choque cardiogênico e infarto agudo do miocárdio como causas da morte. A família alega que houve falha no primeiro atendimento, mas a polícia ressalta que ainda não há elementos suficientes para concluir por erro médico.

Investigação em andamento

Em despacho assinado na quarta-feira (16), o delegado Luiz Quirino Antunes Gago, da 1ª Delegacia de Polícia de Nova Andradina, determinou diligências preliminares. O documento destaca que a morte ou agravamento do quadro não caracterizam, por si só, culpa profissional. Será necessário verificar se houve negligência, imprudência ou imperícia.

Entre os pontos a esclarecer estão os sintomas apresentados no primeiro atendimento, os fatores de risco registrados, a necessidade de eletrocardiograma e dosagem de troponina, e se a conduta médica estava alinhada aos parâmetros técnicos. O delegado ponderou que o diagnóstico posterior de infarto não significa que a condição pudesse ter sido identificada obrigatoriamente no primeiro contato.

Hospital se manifesta

O Hospital Regional de Nova Andradina informou que abriu apuração interna sobre o caso. Em nota assinada pela diretoria técnica, a unidade afirma que o atendimento e a evolução clínica de Luana estão sendo analisados pela Comissão de Óbito. A avaliação inclui registros assistenciais e demais dados do atendimento.

A instituição diz que ainda não pode apresentar conclusões, pois a análise não foi finalizada. Em nota, manifestou solidariedade à família e garantiu que as informações serão formalizadas após o fim dos trabalhos, respeitando limites legais, éticos e de confidencialidade.

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