Juiz mantém prisão de médico por feminicídio; audiência em outubro
O juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, enviou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) informações em que defende a manutenção da prisão do médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, acusado de feminicídio contra a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, ocorrido em maio deste ano. O documento foi encaminhado ao ministro Rogério Schietti no âmbito de um habeas corpus apresentado pela defesa.
Argumentos do juiz
No ofício, o magistrado afirma que a prisão é necessária para garantir a aplicação da lei penal, a ordem pública e a conveniência da instrução criminal. Apesar da idade do réu, foi assegurado o recolhimento em prisão especial, em unidade prisional militar. O juiz também informou que a denúncia foi recebida em 25 de agosto e que a audiência para ouvir as testemunhas está marcada para 15 de outubro.
Crimes imputados ao médico
- Feminicídio: acusação principal pela morte da esposa
- Posse irregular de arma de fogo de uso permitido
- Posse ilegal de arma de fogo de uso restrito
Relembre o caso
Fabíola foi encontrada morta com um tiro na cabeça em sua casa, na Chácara dos Poderes, em Campo Grande, no dia 18 de maio. O médico acionou a polícia e alegou que a esposa teria cometido suicídio. No entanto, a investigação apontou indícios de feminicídio, levando à prisão do cardiologista.
Preso três vezes
João foi preso três vezes. A primeira ocorreu no dia da morte, por posse irregular de arma de fogo. Em agosto, foi denunciado por feminicídio e outros crimes. A última prisão foi em 3 de setembro, após revogação de liminar que concedia liberdade provisória. O juiz também fez referência à repercussão pública do caso e a eventos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul sobre violência contra a mulher.
O terror da Coophavila
Nos anos 80 e 90, a lenda do Lobisomem da Coophavila botava terror na periferia da capital. Hoje, psicólogos e sociólogos apontam que o monstro era só o reflexo do medo coletivo da galera de andar em ruas escuras e sem estrutura naquela época.
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