Ex-jogador do Sporting lamenta ter assinado com o Real Madrid: ‘Foi um erro’
Rodrigo Fabri, ex-jogador da seleção brasileira, concedeu uma entrevista ao jornal espanhol As neste domingo e confessou arrependimento por ter assinado com o Real Madrid em 1998, quando tinha 21 anos. A negociação rendeu cerca de 1 milhão de euros ao Portuguesa.
O erro de carreira
“Estava tudo indo bem. Eu tinha tido um ótimo desempenho no Portuguesa, e Zagallo me levou para a Copa América de 1997, com uma seleção na qual estavam Ronaldo, Rivaldo, Romário, Bebeto, Mauro Silva, Cafu, Roberto Carlos e muitas outras estrelas. Cheguei à Espanha muito motivado, mas nada deu certo”, afirmou o ex-meio-campista.
“A Roma e o Deportivo La Coruña, que vivia um grande momento, também queriam me contratar, mas escolhi o Real Madrid por causa de sua história e grandeza. Depois de tanto tempo, está claro que minha escolha foi um erro, mas, naquele momento, eu estava convencido da minha decisão”, prosseguiu.
Empréstimos e falta de oportunidades
Fabri permaneceu contratualmente ligado ao Real Madrid até 2003, quando foi vendido ao Atlético de Madrid por 3 milhões de euros, sem ter disputado uma única partida oficial pelo clube merengue. Durante esses cinco anos, acumulou empréstimos consecutivos para:
- Flamengo
- Santos
- Real Valladolid
- Sporting (Portugal), onde marcou quatro gols e deu seis assistências em 30 partidas
- Grêmio
A passagem pelo Atlético de Madrid também não deu certo. Um ano depois, foi para o Atlético-MG a custo zero. Em seguida, jogou por São Paulo, Paulista, Figueirense e Santo André, até encerrar a carreira em 2009.
Conselho para Endrick
Na mesma entrevista, Rodrigo Fabri falou sobre Endrick, atacante brasileiro de 20 anos que soma apenas quatro minutos na nova temporada pelo Real Madrid. “Vejo que ele não conta praticamente para nada. Ele é muito jovem, é considerado um pilar para a reconstrução da seleção brasileira e tem talento. Eu diria a ele que, se não tiver muitas oportunidades, como está acontecendo, o melhor é sair para outra equipe”, refletiu.
A fruta que piscou, acabou
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