São Paulo recorre a fundo de Casares para pagar salários atrasados
O São Paulo recorreu ao FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), administrado pela Galápagos, para conseguir dinheiro e pagar os salários em carteira que estavam atrasados. A medida foi necessária por causa da dificuldade de fluxo de caixa enfrentada pelo clube, segundo apurou o UOL.
Como funciona o FIDC?
Criado na gestão Julio Casares, o FIDC funciona como uma operação de crédito. O fundo capta recursos com investidores e antecipa ao São Paulo valores que o clube teria a receber no futuro, como receitas de direitos de transmissão, patrocínios e naming rights. Em troca, o clube paga custos pela operação — o dinheiro não faz parte do caixa próprio.
Outras linhas de crédito e problemas financeiros
Nos últimos meses, o clube também passou a recorrer a linhas de crédito de outras instituições financeiras, como Tricury e Daycoval. O uso de diferentes fontes ocorre em meio à dificuldade do São Paulo para manter o fluxo de caixa e honrar compromissos de curto prazo.
Um dos exemplos recentes foi o transfer ban imposto pela Fifa por causa de uma dívida com a Lazio pela contratação de Marcos Antônio. O São Paulo precisava pagar cerca de R$ 6 milhões ao clube italiano para liberar o registro de novos jogadores. À época, fontes afirmaram que o clube esperou a virada do mês para reunir os recursos.
Atrasos no pagamento geram desconfiança
A situação reflete nos pagamentos ao elenco. O clube acumula atrasos nos direitos de imagem, com jogadores que ainda não receberam valores de 2026, e dívidas antigas pendentes. O atraso no salário de agosto foi o primeiro registrado na gestão de Harry Massis Júnior e provocou descontentamento. Embora quitado posteriormente, os atrasos aumentaram a desconfiança dos jogadores.
O UOL procurou a assessoria de imprensa do presidente Harry Massis Júnior, que, até a publicação, não se manifestou. A matéria será atualizada em caso de manifestação.
Como o UOL revelou após a eliminação para o Boca Juniors, os atrasos ampliaram o desgaste entre elenco e diretoria. A fala de Luciano — que afirmou nunca ter recebido salário em dia desde que chegou ao clube — e o reconhecimento do goleiro Rafael sobre os atrasos mostram o ambiente de desconfiança no CT.
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