Nove clubes do Brasileirão estouram cota de estrangeiros para 2027
Com o aval da CBF, os clubes da Série A terão de enxugar o número de estrangeiros relacionados por partida nos próximos anos. A medida, aprovada pela entidade, prevê uma redução gradual: o limite atual de nove jogadores de fora do país por jogo cairá para oito em 2027 e chegará a cinco em 2030.
Redução gradual a partir de 2027
As equipes poderão manter quantos estrangeiros quiserem no elenco, mas terão de respeitar o teto de relacionados por partida. A transição começa já em 2027, com um limite de oito atletas, e termina em 2030, com apenas cinco.
- 2026 (atual): 9 estrangeiros por jogo
- 2027: 8 estrangeiros por jogo
- 2030: 5 estrangeiros por jogo
Nove clubes já estouram a cota para 2027
Dos 20 clubes que disputam a Série A em 2026, nove possuem mais de oito estrangeiros no elenco. Vasco e Internacional lideram, com 12 cada. Botafogo e Athletico-PR têm 11, enquanto Flamengo e Grêmio somam 10. Atlético-MG, Bahia e Fluminense fecham a lista, com nove.
Por outro lado, Palmeiras está exatamente no limite (8), enquanto Corinthians, São Paulo e Santos têm sete, seis e seis, respectivamente. O Mirassol é o único sem nenhum estrangeiro no grupo.
Brasileirão bate recorde de estrangeiros
O Campeonato Brasileiro registra um total recorde de 161 jogadores estrangeiros nos elencos profissionais, cerca de 25% do total. O percentual é bem abaixo das principais ligas europeias, como Premier League (72%), Campeonato Italiano (69%), Alemão (55%) e Espanhol (42%).
Argentina lidera lista de países fornecedores
- Argentina: 49 jogadores
- Uruguai: 31
- Colômbia: 30
- Equador e Paraguai: 9 cada
Naturalizados brasileiros, como Jorginho (Flamengo) e Maurício (Palmeiras), não entram na conta, conforme critérios da CBF.
Diretor da CBF defende medida para dar espaço a jovens
Helder Melillo, diretor executivo da CBF, afirmou que o diagnóstico mostra que os sub-23 brasileiros têm jogado cada vez menos. Ele disse que a entidade reconhece a importância dos estrangeiros, mas busca “dar mais espaço” para os jovens.
Treinador e agente divergem sobre impacto
Roger Machado, ex-técnico de São Paulo e Internacional, disse que a medida pode ajudar, mas sozinha não resolverá. “É preciso investimento na base, bons profissionais e uma transição que prepare o jovem”, afirmou.
Já Thiago Freitas, diretor da Roc Nation Sports no Brasil, criticou a decisão: “Essa medida é uma resposta a reclamações mal fundamentadas. Vamos reduzir o intercâmbio e penalizar clubes bem administrados.”
Flamengo e Bahia, que soma nove estrangeiros, foram os únicos clubes a votar contra a nova regra.
O primeiro europeu a pisar o MS
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