Pais de bebê de 3 meses morta no Hospital Regional seguem soltos; tia cobra justiça
Uma bebê de 3 meses morreu no dia 26 de junho no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. A criança havia dado entrada na unidade no dia 19 de junho, com hematomas pelo corpo. Os pais chegaram a ser presos durante a investigação, mas foram liberados com tornozeleira eletrônica. A tia da bebê procurou o Jornal Midiamax para pedir que o caso não seja esquecido.
Família questiona origem dos hematomas
A tia, que preferiu não ser identificada, afirma que a família não recebeu respostas sobre as lesões. “Queremos justiça. Ela apenas tinha três meses de vida, um ser indefeso. Hoje estive no túmulo dela”, disse.
De acordo com o relato da família, a bebê apresentava:
- Costela quebrada;
- Inchaço e marcas roxas nos dois pés;
- Hematomas roxos na região das nádegas.
A tia questiona se as lesões foram esclarecidas. “O laudo que saiu confirmou a morte por broncoaspiração. Mas aí está: e os hematomas? Estavam nítidos; eram hematomas muito roxos”, afirmou.
Pais liberados com tornozeleira eletrônica
A tia diz que os pais da bebê foram liberados da prisão e usam tornozeleira eletrônica. Ela questiona o fato de os dois estarem em liberdade enquanto os familiares aguardam esclarecimentos.
“Eles estão vivendo livres, como se nada tivesse acontecido. Enquanto isso, queremos justiça. Ela [a bebê] estava com uma costela quebrada, os dois pezinhos inchados e com hematomas roxos na bunda. Eram hematomas horríveis”, declarou.
A família afirma ainda que não foi procurada novamente pelas autoridades para prestar depoimentos e cobra que as lesões sejam esclarecidas dentro da investigação.
O caso
A bebê deu entrada no Hospital Regional no dia 19 de junho, após um jogo de futebol. A Polícia Militar foi acionada no dia seguinte, 20 de junho. Os pais foram questionados sobre as marcas e, conforme o registro de ocorrência, admitiram que não haviam procurado atendimento médico para avaliar as lesões.
Durante a internação, os pais teriam relatado que a filha passou mal depois de ser amamentada. Diante da situação, os dois foram presos e tiveram a prisão preventiva decretada no dia 22 de junho. Em depoimento, negaram ter agredido a criança. A mãe teria afirmado que não levou a filha ao médico porque acreditava que as marcas roxas eram normais.
A bebê entrou em protocolo de morte cerebral no dia 26 de junho. O laudo apontou broncoaspiração como causa da morte, conforme a família. A tia relatou que os pais diziam não saber de nada sobre os hematomas. “Ela chegou até a contar umas versões para a gente, só que agora ela voltou com o pai da neném de novo. E a gente sempre questiona os dois ou pergunta, e eles falam que nunca sabem de nada”, afirmou.
O caso segue sob investigação.
O "Tinder" da natureza
Antigamente, a época da "cata da guavira" era a desculpa perfeita para o engate. Ir apanhar a fruta no meio do mato era o momento ideal para os casais namorarem, uma tradição que foi até imortalizada em músicas locais.
Divulgue sua empresa para todo o Mato Grosso do Sul. Contatos: [email protected]