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Esportes

NFL invade Rio para furar bolha de São Paulo e conquistar novos fãs

Liga americana leva jogo ao Maracanã e aposta em ativações pela cidade para atrair público além do nicho.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 27/09/2026 - 11:28 | Meu MS News
NFL invade Rio para furar bolha de São Paulo e conquistar novos fãs
© Getty Images

A NFL espalhou sua marca pelo Rio de Janeiro antes de levar ao Maracanã, neste domingo (27), o duelo entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys. Balão em formato de capacete na Lagoa, escultura de areia em Copacabana, loja oficial no Leblon e intervenções artísticas pela cidade fazem parte da estratégia para furar a bolha do futebol americano no país.

Estratégia amplia operação em relação a SP

A ação no Rio aumenta o tamanho da operação em comparação aos dois jogos disputados em São Paulo, em 2024 e 2025. Na capital paulista, a liga concentrou a experiência na Neo Química Arena, em Itaquera, e testou a receptividade de um mercado que já reunia torcedores e consumidores do esporte. Agora, a aposta é menos em encontrar o público dentro do estádio e mais em tentar alcançá-lo pela cidade.

“São Paulo já entregou para a NFL uma construção importante de awareness e mostrou que existe mercado para o produto. Ir para o Rio amplia esse horizonte”, afirma Rafael Soares, especialista em marketing esportivo e ex-diretor de marketing de Santos, Sport e Bahia SAF.

Rio oferece ‘cartão-postal’ para marca

Para Soares, o Rio oferece à NFL uma “foto”, um cartão-postal com a cara do Brasil, principalmente para quem está olhando de fora. “Rio, praia, Maracanã, música, cultura é uma associação muito forte. Do ponto de vista de marca, isso tem um valor enorme”, explica.

O Maracanã, por sua vez, não entra no projeto apenas pelo tamanho. A escolha coloca a liga americana dentro de um dos principais símbolos do futebol brasileiro. Neste ano, serão nove jogos fora dos Estados Unidos, seis deles em estádios que já receberam partidas de Copa do Mundo, cinco com finais do Mundial no currículo, entre eles o Maracanã.

“O Maracanã remete à seleção brasileira, à Copa do Mundo, a grandes momentos do futebol e à própria identidade esportiva do país. Para uma liga americana que quer se conectar com o brasileiro, jogar no Maracanã tem um peso simbólico enorme”, afirma Soares.

Desafio: transformar curiosidade em hábito

A questão é o que acontece depois da foto. A NFL afirma ter mais de 36 milhões de fãs no Brasil, sendo 8 milhões considerados “ávidos”. Mas transformar conhecimento da marca em acompanhamento regular do campeonato é um desafio diferente de lotar um estádio.

Para Rafael Soares, uma ativação de rua é apenas o primeiro contato. O que importa é o que a NFL consegue construir depois disso, ao fazer o público acompanhar os times, consumir conteúdo, comprar produtos e voltar a procurar experiências da liga.

Ocupação da cidade como extensão do estádio

Fábio Wolff, especialista em marketing esportivo, vê a ocupação da cidade como uma extensão do estádio, capaz de colocar a NFL diante de pessoas que não procurariam espontaneamente o futebol americano. Ele faz uma ressalva sobre o tamanho do desafio: “A NFL tem uma oportunidade muito grande no Brasil porque já conseguiu criar curiosidade e interesse. Agora precisa transformar isso em hábito de consumo”.

A liga pretende prolongar essa presença para além do jogo de domingo. Entre os planos estão a ampliação de eventos como o Super Bowl Experience, realizado neste ano na região portuária, e o uso do Carnaval como uma possível vitrine para o futebol americano. Como o Super Bowl ocorre em fevereiro, no mesmo período da festa, a NFL avalia levar ações para as ruas durante o Carnaval.

“Queremos jogos e mais jogos, mas, sobretudo, temos um compromisso com o Brasil”, afirma Luis Martínez, gerente-geral da NFL no país. A frase resume o desafio da expansão: mais do que fazer do Rio um grande cenário para um jogo, transformar a curiosidade provocada pelo evento em uma relação que sobreviva à “end zone”.

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O MS é um verdadeiro cruzamento da natureza. O território divide-se em três biomas distintos: o Cerrado domina a maior parte (61%), o Pantanal cobre a zona oeste (25%) e a Mata Atlântica ainda resiste nas áreas a leste e sul (14%).

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