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Estado

Sindjor-MS se solidariza com jornalistas alvos de 12 ações da Fiems

Sindicato dos Jornalistas de MS repudia assédio judicial contra profissionais do Midiamax que denunciaram irregularidades na Fiems.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 28/09/2026 - 15:27 | Meu MS News
Sindjor-MS se solidariza com jornalistas alvos de 12 ações da Fiems
Sindjor-MS manifestou solidariedade com jornalistas alvos de ações da Fiems. (Reprodução)

O Sindjor-MS (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul) emitiu nota de solidariedade aos jornalistas do Jornal Midiamax, alvos de 12 ações judiciais movidas pela Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul). As ações foram motivadas por reportagens que denunciaram supostas irregularidades na diretoria da entidade.

Nota conjunta com a Fenaj repudia judicialização

Em nota assinada em conjunto com a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), o Sindjor-MS manifestou apoio aos profissionais e alertou para o uso da judicialização como forma de intimidação ao trabalho jornalístico. As entidades destacaram que os jornalistas têm o direito e o dever de investigar, consultar documentos e ouvir fontes oficiais.

Segundo a nota, antes das publicações, o Midiamax buscou o posicionamento da Fiems, mantendo espaço aberto para a manifestação da entidade. As ações foram classificadas como assédio judicial, prática que preocupa pelo potencial de constrangimento da imprensa.

Ofensiva após denúncias de corrupção

A ofensiva judicial, liderada pelo presidente da Fiems, Sérgio Longen, ocorre após reportagens que revelaram suspeitas de uso de CNPJs ‘laranjas’ para contratos de difícil mensuração. A Fiems recebe recursos públicos parafiscais da Receita Federal, totalizando cerca de R$ 60 milhões somente neste ano.

O advogado do Midiamax, Thiago Nascimento Lima, afirmou que a prática configura cerceamento à liberdade de imprensa. “O STF já reconheceu que o uso reiterado do Judiciário para constranger jornalistas é assédio judicial”, disse.

Fiems não responde a questionamentos

A reportagem procurou a Fiems por e-mail e WhatsApp para comentar as ações, mas não houve retorno. O advogado da entidade, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, disse que não comenta processos em curso.

O Sindjor-MS reforçou que continuará defendendo o direito de informar e a liberdade de expressão.

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