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Estado

TJMS mantém tornozeleira eletrônica para prefeito de Terenos

Henrique Budke segue monitorado após decisão do STJ; grupo de 15 réus usa dispositivos até o fim de 2026.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 28/09/2026 - 16:47 | Meu MS News
TJMS mantém tornozeleira eletrônica para prefeito de Terenos
Prefeito de Terenos, Henrique Budke. (Foto: Edemir Rodrigues, Arquivo, Secom-MS)

Tornozeleira eletrônica mantida após decisão do STJ

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve as medidas cautelares impostas ao prefeito de Terenos, Henrique Budke (PSDB). Ele reassumiu o cargo em junho de 2026, mas continua usando tornozeleira eletrônica. A corte reconheceu a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve o monitoramento para o prefeito e outros 14 réus.

O grupo deve continuar usando os dispositivos pelo menos até 27 de dezembro de 2026. Desde que reassumiu, Budke anulou contratos com empresas investigadas e fechou temporariamente o Paço Municipal para reorganizar rotinas. Ele não fez aparições públicas desde então.

Denúncia na Câmara e possível impeachment

A Câmara Municipal ainda avalia a denúncia enviada pelo TJMS. Após três prorrogações, os vereadores devem decidir se tomam alguma medida em relação ao prefeito. O processo pode levar a um impeachment, dependendo da análise dos parlamentares.

Operação Spotless: esquema de R$ 15 milhões

Em 9 de setembro de 2025, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagraram a Operação Spotless contra um esquema de corrupção na Prefeitura de Terenos. Foram expedidos 16 mandados de prisão e 59 mandados de busca e apreensão em Terenos, Campo Grande e Santa Fé do Sul (SP).

O prefeito Henrique Budke (PSDB) é apontado como líder da organização criminosa. A investigação revelou que o grupo tinha núcleos com atuação bem definida:

  • Fraudes em licitações: servidores públicos fraudavam disputas para direcionar resultados a empresas favorecidas
  • Editais sob medida: documentos foram elaborados para simular competição legítima
  • Propina: agentes públicos atestavam falsamente o recebimento de produtos e serviços
  • Prejuízo: somente no último ano, as fraudes ultrapassaram R$ 15 milhões

Linha do tempo do esquema

A Operação Spotless foi baseada nas provas da Operação Velatus, realizada em agosto de 2024. O Gaeco e o Gecoc obtiveram autorização judicial e confirmaram que Henrique Budke chefiava o esquema. O nome Spotless é uma referência à necessidade de processos de contratação pública serem realizados sem manchas.

A operação contou com apoio operacional da PMMS, por meio do BPChoque e do Bope. Budke foi solto em setembro de 2025 após obter habeas corpus no STJ. O afastamento dele, que era voluntário, foi referendado pelo Judiciário.

Denúncia contra 26 pessoas é aceita pela Justiça

O MPMS denunciou Henrique Budke e mais 25 pessoas por suposto esquema de corrupção na prefeitura. Licitações de obras públicas eram direcionadas, e empresas se revezavam nos serviços para beneficiar o grupo. O esquema incluía pagamento de propina ao prefeito e a outros citados.

“O que se apurou na investigação é uma organização criminosa instalada no Poder Executivo do Município de Terenos, atuando há anos para fraudar licitações e saquear os cofres públicos, um verdadeiro balcão de negócios comandado pelo prefeito municipal”, afirmou o procurador-geral de Justiça Romão Ávila Milhan Júnior.

A denúncia foi aceita pela Justiça um mês depois. Em junho de 2026, o STJ autorizou que o prefeito reassumisse o cargo, mas o ministro Ribeiro Dantas manteve as medidas cautelares: uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com investigados e de movimentar contratos alvos da ação.

Mascote Capy
🧉 Papo de Capivara

Jacaré no prato, mas de forma legal

A carne de jacaré é uma iguaria típica que surpreende muita gente. Mas não há motivo para preocupação com a caça furtiva: o MS é um dos principais produtores desta carne, proveniente estritamente de criadores autorizados e controlados.

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