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Policial

Advogados se unem em apoio a colega preso por suspeita de vazamento

Advogados criminalistas fazem ato no Fórum Heitor Medeiros, em Campo Grande, em apoio ao colega Amilton Ferreira, preso por suspeita de vazar informações do Gaeco.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 30/09/2026 - 09:03 | Meu MS News
Advogados se unem em apoio a colega preso por suspeita de vazamento
Advogado Amilton Ferreira. (Reprodução)

Advogados criminalistas fazem ato na manhã desta quarta-feira (30) no Fórum Heitor Medeiros, em Campo Grande, em apoio ao colega Amilton Ferreira, preso na terça (29) por suspeita de vazar informações do Gaeco. A manifestação ocorre durante a audiência de custódia do advogado, alvo de mandado de prisão temporária de 30 dias.

Apoio da classe ao advogado

De acordo com a advogada Damares Machado, que integra a defesa, a mobilização é uma resposta ao que a classe considera “criminalização da advocacia”. “Existe uma parcela de advogados criminalistas se movimentando em prol da defesa do doutor Amilton, porque nós enxergamos e entendemos essa prisão da maneira que foi um risco muito grande à classe de advogados criminalistas, porque a gente entende que é a própria criminalização da advocacia”, afirmou.

Damares disse ainda que a OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul) deve participar do ato. Na terça-feira, a defesa protocolou pedido de apoio institucional na entidade. Em nota, a OAB-MS afirmou que irá adotar as medidas cabíveis e instaurar procedimento disciplinar.

Operação Infiltrados investiga desvio de drogas

Amilton representava a defesa do delegado Hoffman D’Ávila Candido e Souza, apontado como chefe do esquema de desvio de drogas apreendidas pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). Hoffman se apresentou na quinta-feira (24) acompanhado de Amilton, que foi preso durante a Operação Obstructio, desdobramento da Operação Infiltrados.

Conforme o Gaeco, o esquema investiga o desvio de cocaína apreendida por agentes de segurança. Parte do entorpecente era omitida dos registros oficiais ou retirada diretamente dos depósitos policiais e repassada a traficantes, como Lucas da Silva dos Santos, o “LK”, que usava uma construtora para legalizar os valores recebidos. As evidências indicam que, entre 2021 e 2026, um grupo de policiais civis se valia da função pública para desviar drogas apreendidas e reinseri-las no mercado ilegal. A investigação teve início em outubro de 2025.

Defesa nega vazamento

A defesa de Amilton afirma que não há provas do suposto vazamento. “Tivemos acesso aos autos ontem à tarde e, como havíamos previsto, não há provas concretas que fundamentem a prisão, não há prova nenhuma do suposto vazamento de informações”, disse Damares. Já o MPE-MS (Ministério Público Estadual) sustenta que há “evidências materializadas” de que o advogado comunicou a ação policial, embaraçando a investigação.

Mandados cumpridos

A Operação Infiltrados cumpriu ao todo:

  • 24 mandados de prisão preventiva;
  • 2 mandados de prisão temporária;
  • 38 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados e Terenos.
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Muita terra, pouca gente

Apesar de ser enorme, o MS tem imensos "vazios populacionais". Dos seus 79 municípios, apenas 23 conseguem ultrapassar a marca dos 20 mil habitantes. A maior parte do território é dominada por grandes propriedades rurais.

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