Polícia ouve 30 pessoas por maus-tratos em creche de Nova Andradina
Operação Amparo ouviu 30 pessoas entre mães, ex-funcionários e testemunhas sobre denúncias de violência contra crianças em Nova Andradina.
Polícia Civil ouve 30 pessoas em investigação por maus-tratos
A Operação Amparo foi aberta depois que denúncias de violência em uma creche particular de Nova Andradina ganharam repercussão no dia 20 de setembro. A polícia apura maus-tratos, tortura e omissão na comunicação de violência contra crianças e adolescentes.
Segundo a Polícia Civil, 30 pessoas já foram ouvidas formalmente. Entre elas estão mães, ex-funcionários e outras testemunhas com conhecimento dos fatos.
Denúncias de castigos e banho gelado
A polícia analisa relatos de castigos físicos e situações de sofrimento psicológico. Em um vídeo que circulou nas redes sociais, a responsável pelo estabelecimento aparece usando um borrifador contra uma criança e mandando que ela durma. O conteúdo do líquido ainda é investigado.
Outras denúncias apontam que as crianças dormiam no chão, sem travesseiros, cobertores, lençóis ou colchonetes. Camas, colchões e cercadinhos estavam deteriorados pelo tempo e pelo uso.
- Banho gelado: crianças eram banhadas com água fria.
- Borrifador no rosto: água misturada a produto era usada como punição.
- Mobiliário precário: colchões e cercadinhos danificados.
Apreensões e medidas da Justiça
Durante as diligências desta quarta-feira, equipes da Polícia Civil e do Ministério Público estiveram na creche. Foram apreendidos dois celulares e documentações. Também houve busca e apreensão nos endereços de duas investigadas, incluindo a própria creche.
A Justiça foi representada pela suspensão das atividades das duas investigadas como cuidadoras de crianças, seja na creche ou em casa, até o fim das investigações. A instituição, por decisão própria, já havia suspendido temporariamente as atividades.
Nota da creche
Em nota, a creche disse que tem interesse no esclarecimento dos fatos e que sempre pautou suas atividades pelo respeito, cuidado e dignidade das crianças. A instituição afirmou que está à disposição das autoridades e que não se manifestará sobre aspectos específicos do caso para preservar a privacidade dos envolvidos.
O caso segue sob investigação.
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