Fifa destaca estudo tático da Copa 2026 com Vini Jr e Messi
A Fifa publicou nesta sexta-feira (2) o relatório do grupo de estudo técnico que analisou os 104 jogos da Copa do Mundo 2026. O documento destaca 11 tendências táticas e técnicas, com ênfase nos papéis de Lionel Messi e Vinicius Jr. nas seleções de Argentina e Brasil.
Construção com linha de três
63% das equipes utilizaram a construção com três defensores em algum momento. A seleção brasileira adotou esse desenho, com Casemiro atuando como volante-pivô à frente da linha. Já a campeã Espanha preferiu linha de quatro, muitas vezes recuando o goleiro Unai Simón para formar o trio.
Rotação e transições ofensivas
A Copa 2026 registrou a maior proporção de recepções de bola por jogadores de lado dentro da estrutura defensiva adversária (26,0%). As laterais estiveram mais ativos no centro. As corridas de ruptura pelas entrelinhas aumentaram 3,5% em relação a 2022, com mais gols e finalizações.
Pressão alta e blocos defensivos
O tempo de pressão alta subiu de 3,0% (2018) para 4,7% (2026), e os tiros de meta curtos cresceram 58%. O uso de bloco baixo aumentou 4,2%, com destaque para o Japão. O Brasil teve dificuldade para furar a defesa japonesa no mata-mata, vencendo apenas nos acréscimos com gol de Martinelli.
Protagonismo de Messi e Vinicius Jr
Messi: liberdade total na Argentina
A Fifa destacou que a Argentina concentrou ataques pela faixa central, com os meio-campistas Paredes, Enzo Fernandez e De Paul. Messi recebeu liberdade para flutuar e foi a principal opção de escape, transformando posse controlada em penetrações ofensivas.
Vinicius Jr: isolamento e 1 contra 1
No Brasil, o ataque em repouso favorecia transições rápidas para os lados. Vini Jr era o jogador-chave para isolar defensores e atacar no 1 contra 1. Seu papel foi comparado ao de Yan Diomandé na Costa do Marfim.
Pressão pós-perda e bolas paradas
A pressão pós-perda ocorreu em 49,0% dos momentos (ante 52,7% em 2022), mas a taxa de recuperação subiu para 15,1%. Já os escanteios renderam 12,9% dos gols (contra 8,8% em 2022), com seis gols oriundos de cobranças curtas.
O estudo também apontou maior participação dos goleiros na distribuição de bola e aumento nos socos (47% das disputas aéreas, com 76% de sucesso).
O monstro universitário
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