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Policial

Réu se contradiz no júri e pai da vítima vê caminho para condenação

Pai de Kamylla afirma que contradições de Matheus Henrique durante julgamento popular o levam a acreditar em condenação iminente.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 02/10/2026 - 10:47 | Meu MS News
Réu se contradiz no júri e pai da vítima vê caminho para condenação
Matheus Henrique de Oliveira Domingos, réu pela morte de Kamylla. (Foto: Léo de França, Jornal Midiamax)

As contradições de Matheus Henrique de Oliveira Domingos durante o júri popular desta sexta-feira (2) foram interpretadas pelo pai da vítima como uma ‘autocondenação’. O réu nega a autoria da morte de Kamylla Scarllet Fernandes Cristaldo, mas sua versão inconsistente gerou alívio para Flávio Cristaldo de Jesus.

Contradições durante o julgamento

Matheus, de 22 anos, está sendo julgado na 2ª Vara do Tribunal do Júri, dois anos após o crime. Ele ficou foragido por um ano e foi localizado em outubro de 2025, no Jardim das Cerejeiras, em Campo Grande. Durante o depoimento, o réu negou ser o autor dos disparos e afirmou que descobriu as acusações somente em dezembro, ao ver sua foto na internet. No entanto, para o pai de Kamylla, a versão apresentada é repleta de contradições.

“Primeiro que ele está completamente contraditório. Eu estou me sentindo um pouco aliviado de que, dentro da contradição dele, ele já está se autocondenando. Porque ele está mentindo ali, diante de um juiz, de uma promotoria”, afirmou Flávio. “Nem a própria defesa dele está conseguindo defendê-lo. Está só fazendo as perguntas que o próprio juiz já fez e ele está respondendo a mesma coisa, não está defendendo.”

Relembre o crime

Kamylla foi baleada no dia 1º de setembro de 2024, enquanto esperava um motociclista de aplicativo na Rua Nhamunda, em Campo Grande. Vizinhos ouviram disparos e encontraram a jovem caída do outro lado da rua. Ela foi levada ao hospital, onde recobrou a consciência e revelou o nome do autor: Matheus Henrique, namorado de uma mulher com quem dividia casa. O motivo seria ciúmes da amizade entre as duas.

  • Data do crime: 1º de setembro de 2024
  • Motivação: Ciúmes da amizade entre vítima e namorada do réu
  • Óbito: 19 de dezembro de 2024, após três meses internada

A jovem ficou tetraplégica em decorrência dos ferimentos e não resistiu. Flávio, o pai, acompanhou o julgamento com a expectativa de justiça. “Isso, pra mim, já está me aliviando. Eu já estou vendo caminhos de condenação”, declarou antes do início da sessão.

Desfecho do julgamento

O réu nega a autoria e diz estar sofrendo por um crime que não cometeu. Mas, para o pai da vítima, as contradições são evidentes. “Ele está mentindo ali, diante de um juiz, de uma promotoria. A própria defesa não está conseguindo defendê-lo”, reforçou Flávio. O Tribunal do Júri, presidido pelo Juiz de Direito Aluizio Pereira dos Santos, segue com a análise do caso.

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