Justiça do Rio nega liminar e Vasco não joga no Maracanã contra o Boca
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A Justiça do Rio negou nesta segunda-feira (5) o pedido de liminar feito pelo Vasco para usar o Maracanã na partida de volta contra o Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana. A decisão foi tomada em processo aberto pelo clube contra a Fla-Flu Serviços, administradora do estádio.
O processo havia sido suspenso na semana passada. Nesta segunda-feira, expira o prazo para o Vasco indicar à Conmebol o local do jogo, marcado para o dia 20.
Justiça aponta divergência técnica sobre o gramado
A juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco afirmou que há divergência técnica entre as partes e que a Justiça não tem, neste estágio, elementos suficientes para uma decisão em caráter liminar.
Na decisão, ela escreveu: “Havendo divergência entre os elementos técnicos apresentados, torna-se necessária a adequada aferição de sua metodologia, premissas, critérios utilizados, dados considerados e respectivas conclusões”. A magistrada completou que não cabe ao Poder Judiciário definir quantas partidas de futebol podem ser jogadas entre 18/10/2026 (Fluminense e Santos) e 22/10/2026 (Flamengo e Estudiantes) sem que uma danifique o gramado a ponto de prejudicar a seguinte.
Próximos passos do Vasco
- Pedido: liberação do Maracanã para enfrentar o Boca no dia 20.
- Decisão: liminar negada por falta de prova técnica conclusiva.
- Prazo: indicar à Conmebol o local da partida ainda nesta segunda-feira.
A juíza ponderou que não se trata de afirmar que o direito alegado pelo Vasco é inexistente, mas que não há segurança para reconhecer sua probabilidade no atual estágio processual. Ela citou ainda a possibilidade de perícia, já que a questão exige conhecimento técnico específico.
Nesta semana, o Maracanã passa por troca de gramado. O trabalho é feito para que o estádio esteja disponível para o jogo entre Fluminense e Coritiba, pelo Brasileirão, na quinta-feira.
O pacto dos fazendeiros
A famosa lenda do "Cramulhão da Garrafa" diz que grandes fazendeiros enriqueceram a fazer pactos demoníacos. Na verdade, psicólogos e historiadores explicam que este mito urbano nasceu da tensão social perante o enriquecimento rápido e desigual do agronegócio na região.
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