Perfil conservador pode redirecionar pautas do Congresso em 2027
O avanço de partidos de perfil conservador pode redirecionar a agenda do Congresso a partir de 2027, segundo economista da UnB.
Agenda conservadora ganha destaque
Jeferson Ramos dos Santos, economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), considera que a nova composição da Câmara e do Senado, de perfil mais conservador, deve dar maior espaço para temas prioritários nas eleições:
- Segurança pública
- Custo de vida
- Valores e família
O especialista também pontua que pautas trabalhistas, como o fim da escala 6×1, podem avançar em ritmo diferente diante da nova configuração política.
Debate sobre o STF deve avançar
Outro tema que poderá ganhar espaço no Congresso é a relação institucional com o Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o professor, a nova configuração do Senado poderá estimular debates sobre o funcionamento da Suprema Corte, incluindo a extensão dos poderes individuais dos ministros e uma eventual discussão sobre limites para os mandatos. Jeferson ressalta, porém, que as críticas ao STF tiveram impacto eleitoral menor do que temas diretamente relacionados ao cotidiano da população.
Escala 6×1 sob risco de postergação
Entre as pautas trabalhistas em discussão está o fim da escala 6×1. A proposta tem votação prevista para esta semana no Senado, mas a mudança na composição das duas Casas pode influenciar o ritmo da tramitação. Para o professor, diante das incertezas sobre o posicionamento dos novos blocos parlamentares, não seria incomum que a votação de propostas relevantes fosse postergada até que as novas forças políticas definissem suas posições.
Composição final depende do Planalto
A avaliação do economista é que a composição eleita em 2026 deverá produzir mudanças na agenda do Congresso nos próximos quatro anos, mas o desenho definitivo dependerá também do resultado do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
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