União Brasil e PP oficializam apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno
A federação União Progressista, que reúne União Brasil e PP, deve formalizar nesta terça-feira (6) o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial. A decisão será tomada em reuniões simultâneas das duas siglas, marcadas para as 16h, em Brasília.
Anúncio de apoio a Flávio Bolsonaro deve ocorrer na quarta
Caso a aliança seja confirmada, as legendas preparam um evento na quarta-feira (7), na sede do União Brasil, para anunciar o apoio ao senador. A tendência já havia sido antecipada pela CNN na segunda-feira (5).
- Terça-feira (6), 16h: reuniões simultâneas do PP e do União Brasil em Brasília para bater o martelo.
- Quarta-feira (7): evento na sede do União Brasil para anunciar o apoio a Flávio Bolsonaro, se confirmado.
No PP, foram convocadas as bancadas de deputados federais, senadores e representantes dos diretórios estaduais. O presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, já afirmou publicamente que defenderá a adesão à candidatura de Flávio.
No União Brasil, o presidente nacional, Antonio Rueda, também trata a aliança como certa. Por integrarem uma federação, as duas siglas são obrigadas a adotar uma posição conjunta na disputa.
Pacto foi destravado após primeiro turno
A aproximação entre Flávio e os presidentes do PP e do União Brasil começou antes da votação. O avanço, porém, dependia do desempenho do candidato no primeiro turno. A vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (4) e o fortalecimento da direita no Congresso destravaram as conversas.
Resistências internas permanecem
Apesar do movimento nacional, há resistências internas. Diretórios do Nordeste defenderam Lula em discussões anteriores. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou a interlocutores que pretende manter o apoio ao petista.
Desgaste de Ciro Nogueira e Rueda com Lula
A opção por Flávio ocorre em meio ao desgaste dos dois dirigentes do centrão com o atual governo. Ciro Nogueira se irritou durante a campanha depois que Lula apoiou Júlio César (PSD) ao Senado no Piauí. Em visita ao estado, o presidente disse precisar de parlamentares “leais”, sem “vira-latas” ao seu lado.
Aliados de Ciro interpretaram a fala como uma referência ao senador, além de uma quebra de acordo entre o PP e o Planalto, que havia garantido a neutralidade do partido no primeiro turno. Já Antonio Rueda acumula atritos com Lula desde o ano passado. O presidente afirmou, em reunião ministerial, que não gostava do dirigente do União Brasil e sabia que a recíproca era verdadeira.
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