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Policial

Condenada a 17 anos, mulher ligada ao CV é suspeita de execução em MS

Mulher de 36 anos, foragida desde setembro, foi presa em Maracaju e é investigada por homicídio em Rio Brilhante.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 07/10/2026 - 11:48 | Meu MS News
Condenada a 17 anos, mulher ligada ao CV é suspeita de execução em MS
Foto: Divulgação

Condenada a 17 anos de prisão por participação no esquartejamento de um casal em Campo Grande, em 2021, Ana Carla Pereira de Oliveira, de 36 anos, foi presa no último sábado (3) em Maracaju. A Polícia Civil a aponta como integrante do Comando Vermelho (CV) e investiga seu envolvimento em diversos crimes na região de Rio Brilhante, Maracaju e Sidrolândia.

Atuação em crimes da facção

De acordo com o delegado Roberto Guimarães, do Garras, a suspeita transitava por esses municípios e tem participação em crimes ligados ao Comando Vermelho. Ela estava morando em Rio Brilhante, mas fugiu após uma operação policial em 24 de setembro, que resultou em um suspeito morto em confronto e outras 11 pessoas presas.

Na época, os investigados foram apontados como membros do CV e estariam envolvidos em homicídios recentes a mando da facção. Durante a ação, foram apreendidas drogas, munições e uma pistola calibre .25.

Após a fuga, a polícia monitorou a suspeita e a prendeu em Maracaju, no bairro Fortaleza II, assim que ela saía de uma conveniência.

Investigação de execução em Rio Brilhante

A Polícia Civil investiga a participação de Ana Carla em outros crimes, incluindo a morte de Kauan Rodrigues de Matos, de 20 anos. O jovem foi torturado, esfaqueado e atingido por três tiros de pistola no dia 22 de setembro. Segundo as investigações, o crime foi cometido por integrantes do Comando Vermelho, e Ana Carla é suspeita de envolvimento.

Condenação por esquartejamento

Ana Carla foi condenada pelo assassinato do casal Pedro Vilha Alta Torres e Priscila Gonçalves Alves, em 2021. As vítimas foram esquartejadas e suas cabeças colocadas em sacos de lixo. A sentença foi aplicada pelo Tribunal do Júri de Campo Grande em setembro de 2023.

  • Pena total: 17 anos de prisão, sendo 12 anos pelo assassinato de Priscila, com acréscimo de três anos por tortura e um ano por cada ocultação de cadáver.
  • Histórico: A mulher cumpria prisão domiciliar por ter dado à luz recentemente, mas, em setembro de 2024, a Justiça expediu mandado de prisão definitiva, tornando-a foragida.

Ela possui registros por dano, ameaça, desacato, resistência, desobediência e ocultação de cadáver.

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