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Estado

Dirty Pix mira reforma de R$ 8,5 mi em Sidrolândia

A reforma de R$ 8,5 milhões no Hospital Dona Elmíria, em Sidrolândia, teria sido o estopim da segunda fase da Operação Dirty Pix.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 07/10/2026 - 15:33 | Meu MS News
Dirty Pix mira reforma de R$ 8,5 mi em Sidrolândia
Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. (Léo de França, Jornal Midiamax)

Uma reforma de R$ 8,5 milhões no Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, teria sido o estopim para a segunda fase da Operação Dirty Pix, deflagrada nesta quarta-feira (7) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A intervenção, entregue em dezembro de 2025, foi custeada com R$ 1,3 milhão de recursos municipais e R$ 7,2 milhões de convênio com a Itaipu Binacional.

De acordo com a prefeitura, o hospital passou por uma série de melhorias. Veja os itens da reforma:

  • Reforma geral das enfermarias;
  • Renovação total da cozinha e lavanderia;
  • Modernização do setor de apartamentos;
  • Melhorias completas no pronto-socorro;
  • Substituição das instalações elétricas e do telhado;
  • Climatização em todos os quartos e salas.

Dirty Pix investiga reforma de R$ 8,5 milhões

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a reforma teria dado origem à segunda fase da operação. A primeira etapa foi deflagrada em 18 de novembro de 2025 pelo Gecoc, com apoio do Gaeco, para investigar um suposto esquema de desvio de recursos e pagamento de propina por Pix em Sidrolândia. O esquema teria desviado mais de R$ 18 milhões do hospital.

Na ocasião, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Sidrolândia e Manaus, tendo como alvos políticos, empresários, empresas e o presidente do hospital, Jacob Breure. A investigação apontou que parte do desvio de R$ 5,4 milhões teria sido direcionada para a direção do hospital e para a fornecedora Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos. Os valores teriam sido transferidos por Pix, diretamente ou por meio de terceiros, para vereadores e para o então presidente da instituição, como pagamento de vantagens indevidas.

Presidente nega irregularidades

Preso na operação, Jacob Breure foi conduzido à delegacia após a localização de uma arma sem registro. Ao chegar, ele fez um “joinha” para a imprensa e afirmou: “Não devemos nada, tudo vai ser esclarecido”. Em seguida, completou: “Estou com a alma tranquila e lavada. Se teve alguma coisa [de errado] que aconteceu, não foi da nossa parte”.

O advogado Wellison Muchiutti Hernandes, que representa Breure, afirmou que seu cliente “não vai esconder nada” e está “à disposição para colaborar com as investigações”.

Entre os alvos da primeira fase estava a vice-prefeita Cristina Fiúza, que foi levada à delegacia após a polícia encontrar maconha em sua residência. A investigação aponta que uma disputa política, iniciada em 2021, teria motivado a aproximação entre o presidente do hospital e vereadores.

O hospital é mantido pela Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa. O convênio com o Governo de Mato Grosso do Sul foi firmado em 2022, por meio do programa ‘Itaipu Mais que Energia’.

Quer falar com a reportagem? Envie mensagem para o WhatsApp do Jornal Midiamax: (67) 99207-4330. O anonimato é garantido.

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