Empresário falta a depoimento com atestado e adia julgamento em MS
A Justiça adiou mais uma vez a audiência de instrução e julgamento do empresário Lucas de Andrade Coutinho, acusado de falsificar uma licença sanitária para participar de licitação. O advogado de defesa apresentou um atestado médico, e ambos não compareceram à sessão, que estava prevista para 1º de outubro.
Entenda o adiamento da audiência
O julgamento já havia sido adiado de 17 de setembro de 2025 para outubro deste ano, após pedido da defesa. Agora, com o novo atestado por problemas renais, a audiência foi remarcada para dezembro de 2026. O espaço de mais de um ano entre as datas reflete as sucessivas prorrogações.
Falsificação de documento em licitação
Em 2025, Lucas — sócio da Comércio Isototal Ltda. — falsificou uma licença sanitária para participar de uma licitação da Secretaria de Administração de Mato Grosso do Sul (SAD-MS). Durante a verificação, um servidor constatou na Vigilância Sanitária que as assinaturas e carimbos eram falsos. No inquérito do Ministério Público Estadual (MPMS), o empresário disse que tentou obter a licença de forma regular, mas, sem sucesso, comprou o documento de um desconhecido por R$ 200.
Histórico de fraudes em licitações
Lucas e o irmão, Sérgio Duarte de Andrade Coutinho, são alvos de diversas ações por fraudes em licitações em Mato Grosso do Sul. O nome deles apareceu pela primeira vez na Operação Parasita, em dezembro de 2022, que investigou um rombo de R$ 12 milhões no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).
- Operação Turn Off (2023): Revelou fraudes de R$ 68 milhões em contratos na saúde e educação. Lucas foi preso, mas conseguiu liberdade um mês depois.
- 2ª fase da Turn Off (2024): Os irmãos foram presos novamente, acusados de tentar ocultar mais de R$ 10 milhões em bens. Soltos pelo STJ, passaram a usar tornozeleira eletrônica.
- Operação Fake Cloud (recentemente): Lucas foi preso por fraude em contrato de tecnologia na Prefeitura de Itaporã, envolvendo dispensa de licitação para backup de dados desde 2022.
Esquema em família
Investigações apontam que o esquema envolvia outros familiares. Pagamentos a um ex-secretário-adjunto eram feitos por Victor Leite de Andrade, primo de Lucas e Sérgio. Em outro pregão, a empresa vencedora era de propriedade da esposa de Sérgio, uma médica. Já a Comercial Isototal — de Lucas — e uma empresa do tio dos irmãos também venceram lotes de licitações.
Saiba mais sobre as ações contra os irmãos
A primeira investigação foi a Operação Parasita (2022), com apreensão de celulares. Depois, a Turn Off (2023) resultou na primeira prisão, seguida de soltura em dezembro. A segunda prisão veio em 2024, com a 2ª fase da Turn Off, e a liberdade só foi concedida pelo STJ, com tornozeleira. Eles respondem por fraudes em licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
Com informações do Jornal Midiamax.
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