TSE nega fraudes e detalha pausa de 50 minutos na apuração
O TSE atribuiu a paralisação de 50 minutos a uma contenção no processamento de dados e negou que tenha havido fraude.
Falha ficou restrita ao módulo nacional
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a paralisação ocorreu quando o sistema já havia divulgado 64,81% dos dados, por volta das 19h14 de domingo (4). A falha ficou restrita ao módulo de visualização nacional da disputa presidencial, enquanto os dados por estado continuaram a ser publicados sem interrupção. O sistema se normalizou às 20h04.
O TSE destacou que a interrupção não afetou a apuração dos votos nas urnas nem a totalização final. Durante a paralisação:
- Apuração nas urnas: permaneceu inalterada.
- Totalização dos votos: seguiu normalmente, exceto por breve suspensão devido a protocolo de segurança.
- Boletins de urna: continuaram a ser transmitidos e publicados.
- Sistemas de acompanhamento: mantiveram-se ativos.
Alegações de fraude são falsas
O TSE classificou como falsas as alegações que associam a interrupção a uma suposta fraude no primeiro turno. A Corte reforçou que os resultados registrados pelas urnas estão preservados e expressam fielmente a vontade dos eleitores.
TSE investiga causas e prepara prevenção para o segundo turno
A Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE apura as causas da paralisação desde domingo. O tribunal desenvolve uma nova rotina para evitar que a falha se repita no segundo turno.
Presidente do TSE já havia mencionado congestionamento
O ministro Kassio Nunes Marques afirmou na noite de domingo que um congestionamento de dados superior ao normal causou o atraso. Ele disse que o tribunal tinha absoluto controle da situação e que não havia indícios de interferência estrangeira. Nunes Marques destacou que a equipe técnica constatou apenas o aumento no fluxo de dados e que o dia de votação transcorreu sem intercorrência grave.
O perigo da Hidrovia
As obras e intervenções para aumentar a navegação de grandes navios de carga no rio Paraguai (a chamada Hidrovia Paraná-Paraguai) ameaçam causar danos irreversíveis ao Pantanal. É o choque direto entre a logística de exportação e a maior área húmida do planeta.
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