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Policial

Bombeiro acusado de matar esposa em Ponta Porã é denunciado por fuga de presídio

O subtenente do Corpo de Bombeiros, Elianderson Duarte, de 45 anos, foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) em setembro deste ano. Ele foi preso em março após ser acusado de matar a esposa, Liliane de Souza Bonfim Duarte, em Ponta Porã , mas fugiu do PME (Presídio Militar Estadual) no […]
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 08/10/2026 - 11:07 | Meu MS News
Bombeiro acusado de matar esposa em Ponta Porã é denunciado por fuga de presídio
Câmera de segurança da unidade prisional. (Reprodução)

O subtenente do Corpo de Bombeiros, Elianderson Duarte, de 45 anos, foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) em setembro deste ano. Ele foi preso em março após ser acusado de matar a esposa, Liliane de Souza Bonfim Duarte, em Ponta Porã , mas fugiu do PME (Presídio Militar Estadual) no dia 12 de junho, sendo capturado duas semanas depois. Elianderson ficou escondido em uma casa na Vila Almeida, em Campo Grande, e foi localizado por uma equipe da 5ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar) no dia 26 de junho . Em interrogatório, ele alegou ter sofrido um surto psicótico e que não sabe como saiu do presídio. Durante as investigações, foram verificados receituários com medicamentos de uso controlado, mas, nas escoltas médicas, não foi observada escolta para tratamento psiquiátrico. Há ainda um laudo médico psiquiátrico de 2021 — também observado durante as investigações —, o qual recomendou um afastamento de 60 dias de trabalho. Nele, são relatados “e pisódio depressivo; transtorno de ansiedade generalizada; transtorno do pânico; medicação de uso contínuo; irritabilidade extrema; desejo de isolamento; comportamento explosivo; insônia; sensação de apreensão constante; não consegue se concentrar; esquece-se do que está fazendo ”. Contudo, após julho de 2023 e até julho de 2026, não foram identificados novos afastamentos do militar para tratamento de saúde. Há elogios por bons serviços prestados, participação em várias missões e o subtenente subiu de comportamento para excepcional. O relatório do inquérito policial militar pontua que as diligências feitas não são suficientes para admitir que o subtenente era plenamente capaz de entender o ilícito do fato. “ No momento da ação, uma vez que ficou provado histórico de acompanhamento psiquiátrico, diagnóstico médico anterior, utilização de medicamentos de uso controlado e a alegação do investigado de que teria apresentado surto psicótico no período da evasão ”. Com isso, há uma dúvida quanto à plena capacidade de entendimento e autodeterminação no momento da fuga, questão que demanda avaliação médico-pericial. Denúncia O MPMS ofereceu denúncia em face do subtenente pelo crime de deserção por evasão ou fuga, do Código Penal Militar. Elianderson é acusado de aproveitar-se da instabilidade no sistema de monitoramento por causa de chuvas intensas e fugir do Presídio Militar Estadual, sem qualquer autorização ou licença, ausentando-se por cerca de 14 dias. “ Da dinâmica dos fatos, compreende-se que o militar denunciado subiu em três telhados; percorreu a passarela em direção ao posto de vigilância 2, da Máxima; e desceu para a área externa, utilizando uma corda feita de lençóis ”, descreve a denúncia. Diante da alegação do militar de que teve um surto psicótico pela falta de seus medicamentos psicotrópicos e que não se recorda dos fatos, o MPMS pontuou que, havendo dúvida da integridade mental dele, requer a instauração de incidente de insanidade mental. A Auditoria Militar Estadual do Poder Judiciário de MS recebeu a denúncia no dia 18 de setembro e deferiu as diligências pedidas pelo MPMS, com exceção do requerimento de instauração de incidente de insanidade mental. “ Defiro as diligências requeridas pelo Ministério Público, à exceção do requerimento de instauração de incidente de insanidade mental, o qual postergo sua análise para a instrução criminal, diante da insuficiência de elementos probantes juntados até o momento para o embasamento da fundada suspeita exigida pela norma processual ”, determinou o juiz de Direito, Albino Coimbra Neto. Prisão por feminicídio Elianderson estava preso desde março de 2026 por matar a esposa, Liliane. O militar agrediu a então companheira com golpes de marreta na cabeça, em uma casa na Vila Reno, e alegou legítima defesa. Na época, o bombeiro precisou ficar hospitalizado em Ponta Porã , pois se queixava de dores nos pés e escoriações pelo corpo, alegando ter sido agredido por moradores que o perseguiram. Logo depois, surgiram denúncias de que ele estaria recebendo regalias na unidade hospitalar. Liliane foi vítima de feminicídio pelo marido. (Reprodução, Redes Sociais) Feminicídio Segundo o boletim de ocorrência, no dia cinco de março, após agredir a esposa e os filhos, o subtenente, de 45 anos, saiu correndo pelas ruas do bairro com duas facas de serra. Quando a equipe policial chegou ao local, o bombeiro estava contido por populares; no entanto, estava alterado e nervoso, gritando que apenas se defendeu de sua mulher, que queria esfaqueá-lo. Em decorrência disso, ele justificou, conforme o registro policial, que teve de ‘pegar uma marreta e acertar a cabeça dela’. A vítima foi socorrida inconsciente por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Já os filhos, de 13, 15 e 17 anos, foram socorridos por vizinhos para atendimento médico. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que os filhos do casal saem de casa, às 17h27, e correm pela rua pedindo ajuda para quem passa pela via. Frequentadores e funcionários de um estabelecimento da esquina se depararam com a cena e correram para tentar ajudá-los. Dias depois da agressão brutal, Liliane morreu no Hospital da Vida, em Dourados . 💬 Fale com os jornalistas do Midiamax Tem alguma denúncia , flagrante , reclamação ou sugestão de pauta para o Jornal Midiamax ? 🗣️ Envie direto para nossos jornalistas pelo WhatsApp (67) 99207-4330 . O sigilo está garantido na lei. ✅ Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar nas redes sociais: Instagram , Facebook , TikTok , YouTube , WhatsApp , Bluesky e Threads . Compartilhe

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Edição:
Redação Meu MS News
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