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Policial

Acusado de atirar em rapaz é baleado após desativar tornozeleira no Tarumã

Jovem de 24 anos acusado de tentativa de homicídio por bicicleta foi baleado em festa no Tarumã após desativar tornozeleira eletrônica.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 09/10/2026 - 08:10 | Meu MS News
Acusado de atirar em rapaz é baleado após desativar tornozeleira no Tarumã
(Reprodução, Câmeras de Segurança)

Um jovem de 24 anos, que estava foragido desde 18 de setembro por tentativa de homicídio, foi baleado na tarde de quinta-feira (8) em uma casa de festas no Jardim Tarumã, em Campo Grande. O crime ocorreu enquanto ele estava na piscina acompanhado de Lucas Henrique Santos Vieira, vulgo “Gato Preto”, e duas mulheres. Lucas foi morto com tiros na nuca, costas, clavícula e pernas, enquanto o acusado sobreviveu e foi socorrido para a Santa Casa.

Histórico de violência e monitoramento

O acusado já havia sido pronunciado pelo Tribunal do Júri por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. O atentado original ocorreu em 31 de janeiro, na Rua Ancelmo Selingardi, após uma discussão por uma bicicleta. Segundo a denúncia do MPMS, ele disparou várias vezes contra a vítima, atingindo a si próprio no processo. Preso em flagrante após confessar, teve a prisão preventiva decretada, mas revogada em 18 de maio, quando passou a usar tornozeleira eletrônica.

Violações da área de exclusão

Após a revogação, a Justiça proibiu o acusado de se aproximar da vítima a menos de 300 metros. No entanto, a UMMVE registrou várias incursões na área de exclusão entre 26 de maio e 15 de agosto. A central tentou contato, mas ele não atendeu. Em junho, ele justificou que procurava casa para alugar, mas as violações continuaram. Em 22 de agosto, a tornozeleira ficou sem bateria e ele não respondeu aos contatos. O equipamento foi desativado em 1º de setembro, e a Justiça decretou prisão preventiva em 18 de setembro.

  • Tentativa de justificativa: Em setembro, o acusado alegou que trabalhava como motociclista de aplicativo, mas não apresentou provas.
  • Contradição: Em junho, disse que procurava casa; em setembro, disse que trabalhava. O MPMS aponta que ele não comprovou a atividade e que mesmo se trabalhasse, deveria recusar corridas para a área de exclusão.
  • Inércia: Sobre a bateria, afirmou que compareceria à unidade para obter carregador, mas não o fez.

Festa termina em morte e ferimento

No dia do crime, as vítimas estavam no espaço de festa desde quarta-feira (7). Duas mulheres também estavam presentes. Na tarde de quinta, dois homens uniformizados chegaram em uma moto. Câmeras de segurança mostram os atiradores entrando no salão e efetuando disparos. As mulheres correram, e as duas vítimas caíram na piscina, que ficou coberta de sangue. Os suspeitos fugiram em seguida. O acusado sobreviveu e segue sob custódia, enquanto Lucas foi morto.

O MPMS pediu a manutenção da prisão preventiva do sobrevivente, destacando a gravidade das violações e a falta de justificativa plausível.

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