Acusado de atirar em rapaz é baleado após desativar tornozeleira no Tarumã
Um jovem de 24 anos, que estava foragido desde 18 de setembro por tentativa de homicídio, foi baleado na tarde de quinta-feira (8) em uma casa de festas no Jardim Tarumã, em Campo Grande. O crime ocorreu enquanto ele estava na piscina acompanhado de Lucas Henrique Santos Vieira, vulgo “Gato Preto”, e duas mulheres. Lucas foi morto com tiros na nuca, costas, clavícula e pernas, enquanto o acusado sobreviveu e foi socorrido para a Santa Casa.
Histórico de violência e monitoramento
O acusado já havia sido pronunciado pelo Tribunal do Júri por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. O atentado original ocorreu em 31 de janeiro, na Rua Ancelmo Selingardi, após uma discussão por uma bicicleta. Segundo a denúncia do MPMS, ele disparou várias vezes contra a vítima, atingindo a si próprio no processo. Preso em flagrante após confessar, teve a prisão preventiva decretada, mas revogada em 18 de maio, quando passou a usar tornozeleira eletrônica.
Violações da área de exclusão
Após a revogação, a Justiça proibiu o acusado de se aproximar da vítima a menos de 300 metros. No entanto, a UMMVE registrou várias incursões na área de exclusão entre 26 de maio e 15 de agosto. A central tentou contato, mas ele não atendeu. Em junho, ele justificou que procurava casa para alugar, mas as violações continuaram. Em 22 de agosto, a tornozeleira ficou sem bateria e ele não respondeu aos contatos. O equipamento foi desativado em 1º de setembro, e a Justiça decretou prisão preventiva em 18 de setembro.
- Tentativa de justificativa: Em setembro, o acusado alegou que trabalhava como motociclista de aplicativo, mas não apresentou provas.
- Contradição: Em junho, disse que procurava casa; em setembro, disse que trabalhava. O MPMS aponta que ele não comprovou a atividade e que mesmo se trabalhasse, deveria recusar corridas para a área de exclusão.
- Inércia: Sobre a bateria, afirmou que compareceria à unidade para obter carregador, mas não o fez.
Festa termina em morte e ferimento
No dia do crime, as vítimas estavam no espaço de festa desde quarta-feira (7). Duas mulheres também estavam presentes. Na tarde de quinta, dois homens uniformizados chegaram em uma moto. Câmeras de segurança mostram os atiradores entrando no salão e efetuando disparos. As mulheres correram, e as duas vítimas caíram na piscina, que ficou coberta de sangue. Os suspeitos fugiram em seguida. O acusado sobreviveu e segue sob custódia, enquanto Lucas foi morto.
O MPMS pediu a manutenção da prisão preventiva do sobrevivente, destacando a gravidade das violações e a falta de justificativa plausível.
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