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Policial

Suspeitos de atentados migravam entre cidades e morrem em confronto

Grupo suspeito de atentados em Mato Grosso do Sul migrava entre cidades para se esconder, diz Comandante do Choque.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 10/10/2026 - 11:11 | Meu MS News
Suspeitos de atentados migravam entre cidades e morrem em confronto
Tiroteio em Sidrolândia. (Mateus Andrade, Midiamax)

O grupo suspeito de envolvimento em atentados criminosos em Mato Grosso do Sul migrava entre cidades para dificultar o trabalho policial e se esconder após os ataques. A estratégia foi revelada pelo comandante do Batalhão de Choque da PM, Cleyton da Silva Santos.

Segundo ele, os investigados alugavam imóveis nos municípios onde pretendiam agir e, depois dos crimes, usavam as casas como esconderijos. A organização era comandada por Vanessa Thiel de Almeida, de 19 anos, que morreu durante confronto com policiais na tarde de sexta-feira (9), em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande.

Além dela, morreram Jonas Gabriel de Souza Sales, também de 19 anos, e dois adolescentes de 16 e 17 anos.

Migração entre cidades dificultava ação policial

“Eles chegavam na cidade de uma forma muito bem estruturada, sendo ali orquestrados pela Vanessa”, afirmou o comandante. O grupo passou por Cassilândia, Maracaju, Sidrolândia e Campo Grande, alugando casas, cometendo os atentados e mudando de endereço rapidamente.

“A gente veio monitorando eles durante um bom tempo, só que essa questão da migração acabava dificultando a nossa atuação”, declarou. Vanessa seria responsável pela logística, incluindo obtenção de armas e locação de imóveis, e os suspeitos se apresentavam como casal para facilitar o aluguel.

Confronto teve disparos contra policiais

A ação do Batalhão de Choque ocorreu na Rua Adolício Pereira da Silva, em Sidrolândia. As equipes foram ao local após receber informações sobre investigados com mandados judiciais. Um suspeito estava armado no quintal e apontou a arma para os policiais. Durante a entrada, outros três também efetuaram disparos.

O oficial afirmou que os tiros atingiram o escudo balístico da equipe. “Nosso escudo teve ao menos sete disparos de arma de fogo”, relatou. Os quatro suspeitos foram desarmados e socorridos com vida ao hospital municipal, mas não resistiram. A ação contou com apoio da 8ª Companhia Independente da PM, no âmbito da Operação Protetor, do Ministério da Justiça.

Armas e objetos apreendidos

  • Revolveres: dois calibre .32 e um calibre .38
  • Pistola: calibre 7,65 mm, usada por Vanessa
  • Motocicleta: Honda Fan 125, furtada e pintada, possivelmente usada em outros crimes
  • Latas de tinta spray: vermelha, para perícia sobre pichações criminosas

Ligação com facção ainda é investigada

O comandante ressaltou que o Batalhão de Choque não tem confirmação sobre filiação dos suspeitos a facções. “Nós não temos informações sobre a filiação deles a qualquer tipo de facção”, afirmou. A investigação sobre possíveis vínculos está a cargo da Polícia Civil.

Há suspeitas de participação do grupo em outros crimes, como homicídios e um incêndio contra uma família na região do Nova Lima, em Campo Grande. As apurações seguirão com as autoridades responsáveis.

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