Polícia prende mulher foragida por sequestro e decapitação em Sonora
A Polícia Civil e a Polícia Militar (PM) prenderam na última sexta-feira (9) uma mulher de 42 anos foragida por envolvimento no sequestro e na decapitação de Diego Estefan dos Santos Ferreira, em Sonora, a 361 quilômetros de Campo Grande.
Mulher era a última investigada foragida pelo crime
O corpo de Diego, de 29 anos, foi encontrado na manhã de 21 de agosto na região da Prainha, próximo ao Balneário Pôr do Sol, em Sonora. Morador de Coxim, ele era apontado como integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) e estava desaparecido desde o dia 20.
Na ocasião, três homens e uma mulher, apontados como integrantes do CV (Comando Vermelho), já estavam presos após confessar o crime. A motivação seria guerra entre facções.
Na noite de sexta-feira (9), a polícia capturou a última investigada foragida pelo crime. As provas indicaram atuação direta da suspeita no planejamento e no suporte logístico para a execução da ação.
Os agentes cumpriram o mandado de prisão no endereço da mulher, em Sonora, conforme o Edição MS. Durante a ação, ela precisou de atendimento médico e seguiu para o hospital. Depois do atendimento, a suspeita foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Sonora e ficou à disposição da Justiça.
Criminosos atraíram vítima com falsa oferta de emprego
Segundo as investigações, criminosos atraíram Diego até Sonora com a promessa de um emprego em uma fazenda. Ele teria recebido uma ligação com a oferta, conforme noticiou o Jornal Midiamax.
A esposa de Diego o levou até o local. Quando retornou, ela soube que o rapaz teria saído de motocicleta com outro homem. Os criminosos teriam rendido Diego e o mantido em cativeiro até decapitá-lo. Um dos autores teria filmado o crime.
No dia 21 de agosto, a polícia localizou Diego com as mãos amarradas, próximo a uma extensão elétrica e a um tecido. A cabeça dele estaria a aproximadamente oito metros de distância do corpo.
O "boom" populacional do Velho Oeste
O estado sofreu uma explosão demográfica graças à política da "Marcha para o Oeste". Para teres uma ideia do impacto, nos últimos 50 anos, a população sul-mato-grossense multiplicou-se por dez devido aos fluxos migratórios.
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