TRF3 rejeita recurso e mantém pena de 59 anos a Palermo
O TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) manteve a condenação de Gerson Palermo a 59 anos, 9 meses e 1 dia de prisão por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada no julgamento dos recursos apresentados por nove condenados na Operação All In.
Defesas não conseguiram anular processo
As defesas alegaram irregularidades na investigação, como suspeita de parcialidade do juiz, problemas nas interceptações telefônicas, cerceamento de defesa e falta de provas. Os desembargadores, porém, rejeitaram os argumentos e confirmaram as penas aplicadas pela Justiça Federal de Campo Grande em 2019.
O tribunal considerou que as interceptações foram autorizadas judicialmente com fundamentação adequada e que as prorrogações foram justificadas pela complexidade do caso. Também não houve demonstração de prejuízo às defesas que justificasse a anulação do processo.
Esquema de tráfico internacional
A investigação revelou um esquema de tráfico de cocaína que atuava em Mato Grosso do Sul e no Paraná. Palermo era apontado como líder do grupo, responsável por trazer drogas da Bolívia e distribuí-las para outras regiões do país, usando caminhões com compartimentos ocultos.
- Apreensão de 504 quilos: carga interceptada em abril de 2016, em Cubatão (SP).
- Outra carga de 306 quilos: apreendida em setembro do mesmo ano.
- Estrutura organizada: divisão de tarefas para transporte, preparação de veículos, recrutamento de motoristas e movimentação de dinheiro.
Penas mantidas para outros condenados
Além de Palermo, o TRF3 confirmou as sentenças de outros oito réus. Veja as penas:
- Oswaldo Inácio Barbosa Júnior: 19 anos, 9 meses e 27 dias.
- Luiz Carlos Fernandes de Carvalho: 16 anos e 13 dias.
- Ézio Guimarães dos Santos: 9 anos, 9 meses e 7 dias.
- João Leandro Siqueira: 8 anos e 3 meses.
- Milton Motta Júnior: 6 anos, 1 mês e 15 dias.
- Hugo Leandro Tognini: 4 anos e 8 meses.
- Eduardo Peres da Silva: 3 anos, 10 meses e 15 dias (substituída por medidas restritivas).
- Antônio Feitosa Neto: 3 anos (substituída por medidas restritivas).
As condenações envolvem diferentes crimes, como tráfico internacional, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A decisão mantém ainda a perda de bens vinculados às atividades criminosas.
Histórico da Operação All In
A Operação All In investigou crimes ocorridos entre 2016 e 2017. Palermo ficou foragido de 2020 até maio deste ano, quando foi capturado na Bolívia. O caso tramitou por anos na segunda instância, chegando ao STJ, que determinou a reavaliação de prisões preventivas.
A decisão do TRF3 ainda pode ser contestada por novos recursos, mas por enquanto as condenações estão mantidas.
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