Polícia Civil afasta investigadora presa na Operação Dirty Pix
Investigadora da Polícia Civil de Sidrolândia é afastada após prisão na Operação Dirty Pix, que apura desvio de R$ 18 milhões em hospital municipal.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil publicou nesta terça-feira (13) a portaria que afasta a investigadora. Cristina Rosa Gomes de Carvalho trabalha na Delegacia de Sidrolândia. A medida vale desde o dia 7 de outubro, data do cumprimento da ordem judicial.
Polícia Civil afasta investigadora presa na Operação Dirty Pix
A portaria PCGPC/MS/Nº 024, assinada pelo corregedor-geral, delegado Clever José Fante Esteves, determina o afastamento compulsório. O juiz de Garantias da Comarca de Campo Grande decretou a prisão preventiva.
Com a suspensão, a investigadora perde o acesso a sistemas e materiais institucionais. Veja as medidas determinadas:
- Recolhimento imediato da arma, da carteira funcional e de pertences do patrimônio público;
- Suspensão de acessos aos bancos de dados da instituição, como Sigo e Infoseg;
- Suspensão de férias programadas enquanto durar a prisão preventiva.
A Corregedoria afirma que as investigações relacionadas à prisão serão alvo de ação disciplinar. A medida segue a Lei Complementar Estadual 114/2005.
Operação Dirty Pix apura desvio de R$ 18 milhões
A investigadora está presa desde quarta-feira (7), quando o Gaeco deflagrou a Operação Dirty Pix. A ação apura o desvio de R$ 18 milhões do hospital municipal de Sidrolândia.
Segundo a investigação, Cristina mantinha contato constante com Jacob Breurer, presidente do Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, também preso. O Gaeco obteve as provas em um celular apreendido com ele na primeira fase da operação.
Nas conversas de WhatsApp, a policial pedia favores ao presidente do hospital, como:
- Pagamento de aluguéis;
- Serviços em veículos particulares;
- Fornecimento de combustíveis.
A investigação aponta ainda que Cristina avisava Jacob sobre operações policiais que iriam ocorrer. O presidente do hospital também tinha relação com um grupo de vereadores de Sidrolândia. Eles ajudavam o esquema por meio de decisões políticas.
Investigadora tentou ser vereadora em Sidrolândia
Cristina Rosa Gomes de Carvalho disputou uma vaga na Câmara de Sidrolândia nas eleições de 2024 pelo PL. Ela recebeu 142 votos e ficou como suplente.
Na declaração de candidatura, a investigadora informou patrimônio de R$ 148 mil. O valor inclui uma chácara de R$ 130 mil e um veículo de R$ 18 mil. Este foi o único pleito do qual participou.
O festival de ir para o mato
Bonito não vive apenas de rios cristalinos. Em novembro, a cidade organiza o Festival da Guavira, um evento cultural que leva grupos inteiros de pessoas para o meio do mato, recuperando a tradição raiz da "cata da guavira".
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