Médico cobra R$ 532 mil de grupo Dakila na Justiça
O médico paulista Renato Augusto Basso Alves acionou a 13ª Vara Cível de Campo Grande para cobrar R$ 532,4 mil do empresário Alan Fernandes de Oliveira, filho do líder da Associação Dakila, de Gabriela Pache Silva e da empresa Florim Serviços Financeiros. Ele pede restituição imediata, indenização por danos morais e bloqueio de bens dos envolvidos.
Investimento com promessa de lucros altos
Segundo a petição, o médico vendeu um imóvel no interior de São Paulo por R$ 850 mil para investir R$ 756 mil na Florim, em março de 2024. O negócio foi proposto por Alan e intermediado por uma integrante da comunidade em Corguinho, com promessa de rendimento de 6% ao mês (R$ 45.360 mensais) por 18 meses, totalizando projeção de R$ 1,57 milhão.
- Capital investido: R$ 756 mil
- Rendimento prometido: 6% ao mês (R$ 45.360)
- Prazo: 18 meses
- Valor final esperado: R$ 1,57 milhão
Médico busca restituição e danos morais
Na ação, o médico abre mão dos juros e lucros prometidos, pedindo apenas a devolução do capital próprio. Ele recebeu sete repasses mensais até outubro de 2024, totalizando R$ 273,6 mil, e cobra o saldo de R$ 482,4 mil com correção monetária. Também requer R$ 50 mil por danos morais, alegando ter sido vítima de dolo e abuso de vínculo de fé e confiança espiritual, já que só investiu por ser o filho do líder. Após a interrupção dos pagamentos, enviou quatro cartas a Urandir, sem resposta.
O médico aponta fragilidade da garantia ofertada: três lotes no “Cinturão de Zigurats”, que pertencem à Associação Civil Idakila com concessão temporária de direito real de superfície por cinco anos, permitindo à associação rescindir o uso.
Justiça nega pedido de liminar
Entre as medidas urgentes, Renato pediu arresto de ativos pelo Sisbajud, restrição de veículos via Renajud e indisponibilidade de imóveis até R$ 532,4 mil. Ele justificou risco de pulverização de patrimônio e possível saída do país para Dubai, onde Alan tem negócios.
O juiz Fábio Henrique Calazans Ramos negou a liminar. Destacou que o arresto é medida excepcional e que as alegações de dilapidação são conjecturas sem documentos contemporâneos. Determinou audiência de conciliação após citação dos requeridos.
Defesa alega versão unilateral
A defesa de Alan Fernandes, pelo advogado Ióron Mugart, informou que o cliente ainda não foi citado. Em nota, disse que as alegações são versão unilateral e que o indeferimento da tutela mostra falta de provas. O Grupo Dakila não se manifestou até a publicação.
A matriarca da dança de rua
A força dos festivais de arte urbana e dança no estado deve muito a um nome pioneiro: Sarah Figueiró. A artista plástica e professora abriu os caminhos para as artes do movimento no MS e continua a ser a grande homenageada nos eventos do setor.
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