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Estado

STJ mantém bloqueio de R$ 2,2 milhões contra investigados de Sidrolândia

Decisão do ministro Rogério Schietti Cruz atinge diretor de hospital e secretário de Agricultura investigados pelo Gaeco.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 16/10/2026 - 10:10 | Meu MS News
STJ mantém bloqueio de R$ 2,2 milhões contra investigados de Sidrolândia
Jacob e Cleyton tiveram mais de R$ 2,2 milhões bloqueados na primeira fase da Dirty Pix. (Montagem: Leo de França, Jornal Midiamax e Divulgação, Câmara de Sidrolândia)

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve o bloqueio de mais de R$ 2,2 milhões em contas bancárias e bens de Jacob Breure, diretor-presidente do Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, e de Cleyton Teixeira, secretário de Agricultura do município. Os dois são investigados pelo Gaeco na Operação Dirty Pix.

Decisão do STJ mantém sequestro de bens

O ministro Rogério Schietti Cruz assinou a decisão que mantém o bloqueio e o sequestro dos ativos. O montante global supera R$ 2,2 milhões. As medidas cautelares estão vinculadas a investigações de irregularidades na saúde pública de Mato Grosso do Sul.

Com a decisão do STJ, os autos retornam à Justiça estadual. A instrução processual vai analisar a origem dos recursos e a eventual responsabilidade dos citados no suposto esquema envolvendo distribuidoras de medicamentos.

Esquema usou distribuidoras para repassar propina

Segundo o Ministério Público, há “indícios veementes da proveniência ilícita” dos valores. As empresas Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos Ltda. e a Distribuidora Farma Medical de Medicamentos e Correlatos Ltda. são alvo da apuração.

A perícia apontou que a Farma Medical, com sede em Manaus, recebeu R$ 3.562.878,43 do hospital entre outubro e dezembro de 2022. No mesmo período, repassou R$ 625 mil diretamente a investigados.

Repasses identificados pela perícia

  • Farma Medical: recebeu R$ 3.562.878,43 e repassou R$ 625 mil a investigados.
  • Pharbox: recebeu R$ 6.223.591,70 do hospital e repassou R$ 257,5 mil a Júlio Cesar Alves da Silva e R$ 100 mil a Adriele Nogueira Trelha.
  • Pagamentos fracionados: múltiplos saques e transferências via Pix sem identificação de remetente ou destino.

Os investigadores afirmam que os pagamentos de propina coincidiam com os depósitos feitos pelo hospital à Farma Medical. “Numa simetria temporal que coincide com o montante considerável de recursos que ela recebeu”, diz a apuração.

Defesas negam irregularidades

As defesas de Jacob e Cleyton sustentam que a origem dos valores é lícita. Cleyton alega que os recursos vieram de empréstimo pessoal e de campanha eleitoral de 2022. Eles afirmam que vão buscar o desbloqueio dos bens nas vias ordinárias.

Jacob está preso após a segunda fase da Operação Dirty Pix, deflagrada no início deste mês. O caso segue em investigação.

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A força dos festivais de arte urbana e dança no estado deve muito a um nome pioneiro: Sarah Figueiró. A artista plástica e professora abriu os caminhos para as artes do movimento no MS e continua a ser a grande homenageada nos eventos do setor.

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