Primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro morre aos 85
O judô brasileiro perdeu uma de suas maiores referências. Chiaki Ishii, naturalizado brasileiro desde 1969, faleceu em São Paulo. Nascido em Ashikaga, no Japão, ele veio para o Brasil após perder a seletiva japonesa para os Jogos Olímpicos de 1964.
Antes de conquistar o mundo, Ishii trabalhou como agricultor em uma colônia japonesa em Presidente Prudente, interior paulista. O primeiro grande resultado internacional veio em 1971, com a medalha de bronze no Mundial de Ludwigshafen, na Alemanha.
Conquistas históricas no judô
No ano seguinte, repetiu o feito nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972, conquistando mais um bronze. Essas medalhas fizeram de Ishii o primeiro brasileiro a subir ao pódio em ambas as competições. Além disso, acumulou quatro medalhas pan-americanas.
- Ouro em 1970: nas categorias até 93 kg e absoluto
- Ouro em 1972: novamente venceu nas mesmas disputas
Legado como professor e formador de atletas
Fora dos tatames, Ishii se destacou como professor em sua academia na Lapa, zona oeste de São Paulo. Entre os atletas que formou estão os medalhistas olímpicos Walter Carmona e Rafael “Baby” Silva, além de dezenas de faixas-pretas. Suas filhas, Tânia e Vânia, também representaram o Brasil em Jogos Olímpicos.
Paulo Wanderley, presidente da Confederação Brasileira de Judô, lamentou a morte em nota: “Hoje, o judô brasileiro se despede de uma de suas maiores referências. Chiaki Ishii foi um pioneiro que acreditou no potencial do Brasil e ajudou a mostrar ao mundo a força da nossa modalidade. Sua história não está apenas nas medalhas que conquistou, mas também nos atletas que formou, nos ensinamentos que compartilhou e no caminho que abriu para tantas gerações”.
“Sua contribuição jamais será esquecida. Que sua memória permaneça viva em nosso esporte e continue inspirando todos aqueles que vestem um judogi”, acrescentou Wanderley.
Resistência no prato
O município de Jaraguari esconde um tesouro histórico que é também um polo de turismo: a comunidade quilombola de Furnas do Dionísio. É um reduto de resistência que preserva a cultura e a gastronomia afro-brasileira no meio do Centro-Oeste.
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