Provas contra delegado afastado são recortes, diz defesa
A defesa do delegado afastado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, preso sob acusação de liderar organização criminosa que desviava drogas apreendidas em operações policiais, alega que as provas serão contestadas durante a instrução processual. O advogado José Roberto Rosa afirma que a análise integral dos elementos demonstrará a não participação do delegado nos ilícitos.
Defesa questiona provas como ‘recortes
“Infelizmente, há indicações de que pessoas que agiam sob o comando do delegado teriam, de alguma forma agido contra a lei, mas não há indicação direta de participação dele, a não ser recortes com indicações e suposições de que ele teria aderido a essa conduta”, declarou Rosa. “Temos certeza de que, ao final, a verdade vai prevalecer e vai ficar demonstrado que o delegado não teve participação nesses eventos”.
Denúncia do Gaeco e pedido de indenização
Segundo as investigações, Hoffman ocupava posição de comando no esquema, utilizando a estrutura da Polícia Civil para viabilizar as atividades criminosas. A denúncia, protocolada na Justiça em 9 de outubro, atribui ao delegado e a outros 22 investigados – entre policiais e traficantes – crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, além de suspeitas de interferência em investigação criminal. O Gaeco pede a condenação e indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.
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