Preso da Máxima teria mandado matar após Pix de R$ 17 mil no Tarumã
O fornecimento de drogas a um preso do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, teria motivado o assassinato de Lucas Henrique Santos Vieira, o “Gato Preto”. A vítima foi morta a tiros no dia 8 de outubro durante uma festa no Jardim Tarumã.
Reconstrução do crime no Tarumã
“Gato Preto” levou disparos na nuca, nas costas, na clavícula e nas pernas enquanto estava na piscina, acompanhado de um jovem e de duas mulheres. “Caverinha”, de 24 anos, foi usado como escudo humano por “Gato Preto” e também acabou baleado naquela tarde.
Câmeras de segurança registraram a chegada de dois suspeitos em uma moto, ambos uniformizados. Eles entraram no salão da casa de festas e atiraram contra o grupo. As mulheres correram e os dois rapazes caíram na água. A piscina ficou coberta de sangue.
Pix após encomenda de drogas
Segundo o major Cleyton da Silva Santos, comandante do Batalhão de Choque, o crime começou com uma negociação de drogas.
- Negócio: “Gato Preto” forneceu drogas a um interno da Máxima.
- Segunda encomenda: o interno aprovou a qualidade e pediu mais.
- Pix: a vítima disse ter R$ 17 mil em drogas e recebeu a transferência.
- Calote: a droga nunca foi entregue.
De acordo com o major, a dupla presa teria efetuado os disparos contra “Gato Preto” naquele dia.
Escudo humano entregou localização
As investigações apontam que “Caverinha”, o jovem baleado, teria entregado a localização de “Gato Preto” no dia do crime. Ele estava foragido desde 18 de setembro, acusado de tentar matar um rapaz por causa de uma discussão por uma bicicleta no Parque do Lageado. Dias antes, ele teria desativado a tornozeleira eletrônica e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Um suspeito foi preso em São Paulo por suposta participação indireta no latrocínio que vitimou Gian Marcelo Samaniego Ramão, no Parque do Lageado, na sexta-feira (16). Ele teria emprestado as armas usadas no crime. A polícia também apontou a participação dele na morte de “Gato Preto”. Na segunda-feira (19), o Batalhão de Choque prendeu outro suspeito.
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