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Policial

Gaeco investiga policiais penais por drogas e celulares na PED

Operação Colete de Troia do Gaeco cumpre dez mandados de busca em quatro cidades e na casa de advogada.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 21/10/2026 - 09:39 | Meu MS News
Gaeco investiga policiais penais por drogas e celulares na PED
Equipe do Gaeco na Penitenciária Estadual de Dourados. (Reprodução, Gaeco/MPMS)

Operação Colete de Troia do Gaeco cumpre mandados em quatro cidades e na casa de uma advogada contra policiais penais suspeitos de facilitar a entrada de drogas e celulares na Penitenciária Estadual de Dourados (PED).

Detalhes da operação do Gaeco

A ação cumpre dez mandados de busca e apreensão em Dourados, Ivinhema, Rio Brilhante e Paranavaí (PR). As diligências contam com apoio do Batalhão de Choque, Cope, Gerência de Inteligência Penitenciária e Corregedoria da Agepen, além do Gaeco do Paraná. Um representante da OAB-MS acompanhou a busca na casa da advogada.

Esquema criminoso

Investigações iniciadas em 2024 revelaram que policiais penais usavam o cargo para inserir drogas, celulares e outros ilícitos na PED, em conluio com presidiários e particulares. Os itens eram introduzidos até com drones e depois vendidos ou consumidos nas dependências da penitenciária.

Posicionamento da Agepen

A Agepen afirmou que acompanha a operação pela Corregedoria-Geral e realiza vistorias nas celas. A agência disse que atua de forma integrada com o Gaeco para enfrentar a corrupção, e que condutas individuais não representam o trabalho da Polícia Penal.

Origem do nome da operação

Segundo o MPMS, o nome “Colete de Troia” faz alusão ao Cavalo de Troia, pois o colete e a confiança no cargo de policial foram usados para infiltrar o crime organizado.

Contexto anterior

Em setembro, o MPMS denunciou 11 pessoas na Operação Sátrapa, incluindo o ex-diretor da PED, Rangel Schveiger, por criar organização criminosa no presídio. As investigações começaram após um policial penal ser preso com 1,5 quilo de drogas em julho de 2024.

  • Mandados cumpridos: 10 mandados em quatro cidades.
  • Ilícitos apreendidos: Drogas, celulares e outros materiais.
  • Método: Uso de drones e conluio com presidiários.
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