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Esportes

Richarlison divulga documentos em disputa de imóvel com Flávio Bolsonaro

Jogador do Tottenham publica vídeo com provas de compra de propriedade em Angra dos Reis, alvo de briga judicial com senador.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 21/10/2026 - 16:59 | Meu MS News
Richarlison divulga documentos em disputa de imóvel com Flávio Bolsonaro
© Getty

O atacante Richarlison, do Tottenham e da seleção brasileira, publicou um vídeo nas redes sociais na manhã desta quarta-feira (21) para apresentar documentos que, segundo ele, comprovam a legalidade da compra de uma propriedade de luxo em Angra dos Reis (RJ). O imóvel é alvo de uma disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Richarlison alega que imóvel foi ‘tomado na mão grande’

No vídeo, o jogador afirma que o terreno, de propriedade da União, foi adquirido por meio de direito de ocupação. “Como eu não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça”, declarou. Segundo ele, logo após a compra, surgiram interessados, entre eles Flávio Bolsonaro.

Richarlison ainda sustenta que o advogado Willer Tomaz e o senador entraram diretamente na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) com o pedido de regularização do imóvel em favor de Flávio Bolsonaro.

Defesa do advogado nega irregularidades

Em nota, Willer Tomaz afirmou que adquiriu legalmente os direitos sobre o terreno e desembolsou R$ 5 milhões para regularizar pendências fiscais. Ele desafiou Richarlison a apresentar provas do vínculo com a propriedade. “Por insistir em acusações sem lastro, Richarlison já é réu em Brasília. O negócio também passou por inquérito policial, arquivado por ausência de indício de crime”, disse.

Tomaz ainda destacou que Flávio Bolsonaro jamais integrou a disputa, sendo apenas testemunha arrolada por Alencar da Silveira Júnior, ex-deputado e sócio do jogador.

Disputa começou em 2020 e envolve empresa e viúva

Richarlison afirma que ele e seus sócios compraram a área em outubro de 2020, investindo cerca de R$ 10 milhões entre pagamento a antigos posseiros (R$ 4,66 milhões), reformas e segurança. Em 2022, foram surpreendidos por um mandado de reintegração de posse movido pela empresa M Locadora, representada por advogado associado a Willer Tomaz.

“O nosso pedido de regularização foi jogado na gaveta da SPU por 10 meses. Enquanto isso, o grupo do advogado ressuscitou uma empresa inapta desde 2018, com sócios falecidos, e ludibriou uma viúva de 78 anos para tomar a nossa ilha”, acrescentou o jogador.

Flávio Bolsonaro nega envolvimento

Em manifestações anteriores, o senador negou qualquer atuação irregular. Em 2022, após ser arrolado como testemunha, publicou: “Fake news que eu esteja em litígio com Richarlison. Parabéns ao craque pelo golaço e pela primeira vitória do Brasil na Copa do Mundo.”

Entidade pede investigação ao MPF

O coletivo Derrubando Muros enviou uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) para investigar o processo que atribuiu o direito de ocupação a Flávio Bolsonaro. “Trata-se de patrimônio da União. É de todos os brasileiros”, afirmou José Cesar Martins, coordenador do grupo. A denúncia aponta indícios de advocacia administrativa.

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