Vizinho mata mecânico a tiros e fere filho em Campo Grande
Câmeras de segurança flagraram o momento de terror no bairro Jardim Batistão, em Campo Grande (MS), onde o mecânico Aristóteles Onassis Tufaile, de 47 anos, foi morto a tiros pelo vizinho. O filho dele, de 23 anos, também foi atingido e está internado em estado grave na Santa Casa, sem saber da morte do pai.
Discussão começou de forma amistosa e terminou em tragédia
As imagens mostram que, por volta das 17h55, vítima e autor conversavam de forma aparentemente tranquila. Minutos depois, os ânimos se exaltaram e a situação fugiu do controle. Às 18h05, o suspeito efetuou os primeiros disparos. Um grupo de jovens que estava na esquina correu assustado ao perceber os tiros.
Segundo a esposa da vítima, que preferiu não se identificar, o autor só não matou mais pessoas porque a munição acabou. “Só não matou mais gente porque acabou a munição”, relatou.
Vítima pediu clemência antes de morrer
A mulher contou que o marido levantou as mãos e implorou: “Não estou armado, não faz isso não, não faz isso não”. Mesmo assim, o vizinho disparou. “Meu marido levantou a mão e disse ‘não estou armado, não faz isso não, não faz isso não'”. O primeiro tiro acertou as costas do mecânico e, após ele cair, outro disparo atingiu o olho da vítima.
O filho correu em direção ao pai para tentar impedir novos disparos, mas foi baleado nas costas. “Quando meu filho caiu no chão, ele ia dar um tiro na cabeça, como fez com o meu marido. Foi onde eu agarrei ele por trás e falei ‘não faz isso com a minha família, não faz isso com a minha família'”, descreveu a esposa.
Mulher escapou por pouco
Ela contou que tentou correr, mas caiu no chão. O autor apontou a arma para a cabeça dela, mas como ela caiu, o tiro atingiu o portão. “Quando eu caí no chão, ele atirou. O tiro era para acertar a minha cabeça, mas eu caí e o tiro atingiu o portão. Ele só não matou mais gente porque o revólver tem cinco tiros”, afirmou.
Cunhado também foi alvo
O cunhado da vítima, irmão da esposa, disse que também foi ameaçado. “Depois de atirar no Aristóteles e no meu sobrinho, ele entrou para dentro da casa. Trocou de roupa e saiu. Quando ele saiu eu corri para cima dele e ele atirou na minha direção, mas não tinha mais munição. Corremos dele e começamos a jogar pedra nele. Mas ele já tinha matado meu cunhado e baleado meu sobrinho”, lamentou.
Uma montanha de ferro no pântano
Em pleno Pantanal ergue-se o Maciço do Urucum. Além de ser o ponto mais alto da região de Corumbá, a formação esconde reservas gigantescas de ferro e manganês, gerando um eterno braço de ferro entre a mineração pesada e a conservação ambiental.
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