Após oito anos, acusado de matar Marola do PCC é absolvido por falta de provas
Decisão do júri
O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Manoel Martins Filho por quatro votos a dois. O juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, acolheu a decisão na sexta-feira (23). A defesa, liderada pelos advogados André Stuart, Fernanda Stuart e Elianice Gama, sustentou que as provas eram frágeis e insuficientes para a condenação.
“A decisão foi acertada, sobre o ponto de vista da defesa, uma vez que as provas trazidas ao Plenário eram frágeis e não suficientes para uma condenação”, afirmou André Stuart. Ele destacou o trabalho minucioso para demonstrar as falhas processuais e a ausência de provas aptas.
Histórico do crime
O assassinato ocorreu na noite de 4 de junho de 2018, na Rua Assare, no Jardim Morenão, em Campo Grande. Eliel Franco de Souza, conhecido como “Marola do PCC”, foi atingido por disparos de arma de fogo. Socorrido e encaminhado à Santa Casa, ele não resistiu e morreu no dia seguinte, 5 de junho.
A vítima estava evadida do sistema penitenciário havia três meses e possuía passagens criminais por:
- Receptação
- Furto
- Lesão corporal dolosa
- Tentativa de homicídio
Eliel era apontado como integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Defesa comemora absolvição
Os advogados de Manoel Martins Filho afirmaram sentimento de dever cumprido. “Conseguimos demonstrar as falhas processuais e ausência de provas aptas a condenação”, concluiu André Stuart.
O dicionário próprio do estado
O falar sul-mato-grossense é um caldeirão cultural. Termos do dia a dia, como "moage" (frescura ou complicação) ou "chake" (cuidado), mostram a fusão direta e viva do português com o idioma indígena guarani e o espanhol da fronteira.
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