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Política

Flávio Bolsonaro e Lula divergem sobre o futuro das estatais

No segundo turno das eleições, Lula e Flávio Bolsonaro propõem caminhos opostos para estatais como Petrobras e Correios.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 23/10/2026 - 11:59 | Meu MS News
Flávio Bolsonaro e Lula divergem sobre o futuro das estatais
Brasília: Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O segundo turno das eleições presidenciais de 2022 consolidou um embate direto entre duas visões antagônicas para a administração pública. De um lado, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) defende a retomada do programa de privatizações e um corte profundo nos gastos da máquina pública. Do outro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe o fortalecimento das empresas estatais como instrumentos de desenvolvimento nacional.

Flávio Bolsonaro propõe retomada de privatizações

O plano de governo de Flávio Bolsonaro prevê a retomada do Programa Nacional de Desestatização, abrindo caminho para a venda de ativos públicos considerados não estratégicos. A proposta também inclui:

  • Redução de gastos: implementação de um “tesouraço” com corte abrangente de despesas operacionais e redução de cargos comissionados.
  • Reforma administrativa: diminuição do número de ministérios e controle do endividamento público.
  • Eficiência digital: digitalização de serviços públicos e fortalecimento de critérios técnicos para dirigentes de estatais e agências reguladoras.

Segundo o documento, o modelo é visto como uma forma de atrair investimentos privados e aliviar as contas do governo.

Lula defende fortalecimento das empresas estatais

O plano de governo de Lula se posiciona contra a privatização de empresas como Petrobras, Embrapa e Correios. O documento destaca a importância das estatais para o desenvolvimento econômico e a soberania nacional. Entre as propostas estão:

  • Reestruturação: recuperação financeira e ampliação de mecanismos de transparência e controle de gastos.
  • Transição energética: defesa da participação da Petrobras nas fontes de energia de baixo carbono, alinhada a compromissos ambientais.
  • Serviços digitais e combate à corrupção: investimentos em serviços públicos digitais e ações voltadas à redução das desigualdades sociais.

Privatizações recentes e o legado do governo Bolsonaro

Durante o governo de Jair Bolsonaro (2019–2022), foram realizadas vendas de empresas e subsidiárias públicas, incluindo a Eletrobras, privatizada em junho de 2022 por R$ 33,7 bilhões, além da BR Distribuidora e da Liquigás. Apesar disso, empresas como Petrobras, Correios e Casa da Moeda permaneceram sob controle estatal. Lula se opõe à venda de estatais e aposta em concessões e parcerias público-privadas (PPPs) para alavancar investimentos em infraestrutura.

Qual a diferença entre privatização e concessão?

  • Privatização: transferência definitiva do controle da empresa pública para a iniciativa privada.
  • Concessão: empresa privada administra o serviço por um período determinado, mantendo o Estado a propriedade e responsabilidades contratuais.

As propostas dos dois candidatos para as eleições de 2022 traduzem essas visões distintas sobre o papel do Estado na economia.

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O dicionário próprio do estado

O falar sul-mato-grossense é um caldeirão cultural. Termos do dia a dia, como "moage" (frescura ou complicação) ou "chake" (cuidado), mostram a fusão direta e viva do português com o idioma indígena guarani e o espanhol da fronteira.

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