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Estado

Justiça mantém prisão de diretor de hospital por desvios de R$ 18 milhões

Diretor-presidente do Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, teve pedido de liberdade negado pela Justiça.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 26/10/2026 - 09:21 | Meu MS News
Justiça mantém prisão de diretor de hospital por desvios de R$ 18 milhões
Jacob Breure foi preso em uma de suas empresas, em Sidrolândia. (Rodrigo Santos, Jornal Midiamax)

A Justiça negou o pedido de liberdade da defesa de Jacob Breure, diretor-presidente do Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande. Na decisão, o juízo do Núcleo de Garantias determinou que a unidade de custódia forneça tratamento médico e medicação para as enfermidades relatadas pelos advogados.

Novo pedido de liberdade em análise

Enquanto isso, Jacob aguarda a análise de outro pedido de liberdade, que está sob relatoria do juiz Alexandre Corrêa Leite, da 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Outros presos e afastados na segunda fase da operação

Além de Jacob, foram presos pelo Gaeco a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o ex-assessor político Júlio César Alves da Silva. A segunda fase da Dirty Pix (Pix Sujo) foi deflagrada no dia 7 de outubro e também cumpriu 25 mandados de busca e apreensão.

Foram afastados dos cargos os secretários municipais Enelvo Júnior (Desenvolvimento Econômico) e Cleyton Teixeira (Agricultura), além dos vereadores Cledinaldo Cotócio (PSDB), Adavilton Brandão (MDB) e Izaqueu Diniz (PSD).

Esquema de desvio via empresas de fachada

Os relatórios periciais mostram que as empresas Farma Medical e NSR Comércio (Pharbox), ambas com sede em Manaus, serviram como ponte para distribuição de propina e lavagem de dinheiro no fim de 2022. O dinheiro é proveniente de convênios públicos utilizados pelo hospital para obras de reforma e compras de suprimentos médicos.

O Ministério Público aponta que o grupo criou uma ‘gordura’ para desviar a maior parte desses recursos. Conforme investigação, R$ 10 milhões viraram propina para políticos e diretor do hospital.

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