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Policial

Professor cai em córrego na Ernesto Geisel após se enroscar em fio

Câmera de segurança flagra professor de 33 anos caindo em córrego na Avenida Presidente Ernesto Geisel, em Campo Grande, após se enroscar em fiação.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 30/10/2026 - 15:26 | Meu MS News
Professor cai em córrego na Ernesto Geisel após se enroscar em fio
(Reprodução)

Um professor de 33 anos ficou ferido após se enroscar em uma fiação e cair em um córrego na Avenida Presidente Ernesto Geisel, em Campo Grande. O acidente foi registrado por câmeras de segurança e aconteceu próximo à AACC-MS (Associação dos Amigos das Crianças com Câncer de Mato Grosso do Sul).

A vítima seguia em direção ao Centro quando se enroscou na fiação e foi lançada no córrego. A correnteza arrastou o professor por aproximadamente 15 metros. Ele ingeriu água do córrego e sofreu fraturas na costela e no tornozelo.

Policial militar realiza resgate

O policial militar Cláudio Roberto Francelino passava pelo local quando viu a motocicleta caída na pista. Ao se aproximar, ouviu os gritos de socorro da vítima. “Eu estava seguindo pela via, vi a moto caída. Parei e escutei o motociclista gritando por socorro de dentro do córrego. Procurei um lugar seguro, desci, fiz os primeiros socorros e acionei o Corpo de Bombeiros”, relatou.

O professor foi retirado do córrego pela equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado para atendimento médico na Santa Casa. O nome dele não foi divulgado, e não há informações detalhadas sobre o estado de saúde.

Cabos inativos são problema antigo

O incidente na Ernesto Geisel reacendeu o debate sobre a fiação solta nos postes de Campo Grande. Matéria publicada pelo Midiamax revelou que o problema já gerou projeto de lei na Capital e foi alvo de inquérito do MPF (Ministério Público Federal).

A investigação apura a presença de fios soltos, pendurados e arrebentados em postes da cidade. Em setembro, a Câmara de Vereadores manteve o veto da Prefeitura a um projeto que obrigaria a identificação do cabeamento, o alinhamento e a retirada de fiação excedente. O texto previa prazo de seis meses para as empresas retirarem fios inutilizados. A Prefeitura alegou vício formal.

Nesta quinta-feira (29), após o acidente, vereadores voltaram a discutir o assunto. A possibilidade de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) não está descartada.

Responsabilidade pelos fios ainda é incerta

Ainda não se sabe se o fio que causou o acidente era de telecomunicações ou de iluminação pública. A concessionária de energia informou que não tem poder regulatório e, portanto, não pode aplicar sanções. Quando identifica situações fora do padrão, notifica a empresa responsável e, em caso de risco, remove os cabos.

A reportagem questionou os seguintes órgãos e empresas:

  • Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)
  • Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica)
  • Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul)
  • MPF (Ministério Público Federal)
  • Operadoras Tim, Oi, Vivo e Claro

Até o fechamento desta matéria, não havia retorno.

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