Professor cai em córrego na Ernesto Geisel após se enroscar em fio
Um professor de 33 anos ficou ferido após se enroscar em uma fiação e cair em um córrego na Avenida Presidente Ernesto Geisel, em Campo Grande. O acidente foi registrado por câmeras de segurança e aconteceu próximo à AACC-MS (Associação dos Amigos das Crianças com Câncer de Mato Grosso do Sul).
A vítima seguia em direção ao Centro quando se enroscou na fiação e foi lançada no córrego. A correnteza arrastou o professor por aproximadamente 15 metros. Ele ingeriu água do córrego e sofreu fraturas na costela e no tornozelo.
Policial militar realiza resgate
O policial militar Cláudio Roberto Francelino passava pelo local quando viu a motocicleta caída na pista. Ao se aproximar, ouviu os gritos de socorro da vítima. “Eu estava seguindo pela via, vi a moto caída. Parei e escutei o motociclista gritando por socorro de dentro do córrego. Procurei um lugar seguro, desci, fiz os primeiros socorros e acionei o Corpo de Bombeiros”, relatou.
O professor foi retirado do córrego pela equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado para atendimento médico na Santa Casa. O nome dele não foi divulgado, e não há informações detalhadas sobre o estado de saúde.
Cabos inativos são problema antigo
O incidente na Ernesto Geisel reacendeu o debate sobre a fiação solta nos postes de Campo Grande. Matéria publicada pelo Midiamax revelou que o problema já gerou projeto de lei na Capital e foi alvo de inquérito do MPF (Ministério Público Federal).
A investigação apura a presença de fios soltos, pendurados e arrebentados em postes da cidade. Em setembro, a Câmara de Vereadores manteve o veto da Prefeitura a um projeto que obrigaria a identificação do cabeamento, o alinhamento e a retirada de fiação excedente. O texto previa prazo de seis meses para as empresas retirarem fios inutilizados. A Prefeitura alegou vício formal.
Nesta quinta-feira (29), após o acidente, vereadores voltaram a discutir o assunto. A possibilidade de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) não está descartada.
Responsabilidade pelos fios ainda é incerta
Ainda não se sabe se o fio que causou o acidente era de telecomunicações ou de iluminação pública. A concessionária de energia informou que não tem poder regulatório e, portanto, não pode aplicar sanções. Quando identifica situações fora do padrão, notifica a empresa responsável e, em caso de risco, remove os cabos.
A reportagem questionou os seguintes órgãos e empresas:
- Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)
- Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica)
- Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul)
- MPF (Ministério Público Federal)
- Operadoras Tim, Oi, Vivo e Claro
Até o fechamento desta matéria, não havia retorno.
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