Casa da Mulher Brasileira em Ponta Porã tem obra liberada após 2 anos
A ordem de serviço para construção da Casa da Mulher Brasileira em Ponta Porã foi assinada na sexta-feira (30). A autorização permite o início imediato das obras no bairro Jardim Ipanema, quase dois anos após a celebração do convênio original, firmado em 21 de novembro de 2024. O custo total atualizado é de R$ 8,55 milhões.
O projeto é executado por meio de parceria entre a Itaipu Binacional, o Governo de Mato Grosso do Sul e a Prefeitura Municipal, com apoio técnico e institucional do Ministério das Mulheres, vinculado ao Governo Federal.
Casa da Mulher Brasileira em Ponta Porã terá serviços integrados
A unidade vai concentrar, em um único complexo, a rede de proteção e atendimento às mulheres em situação de violência. O modelo integrado prevê os seguintes serviços no mesmo local:
- Acolhimento e triagem para recepção das vítimas;
- Atendimento psicossocial, com assistência social e apoio psicológico;
- Segurança pública e acesso à Justiça para as mulheres atendidas;
- Autonomia econômica, com ações de orientação para geração de renda;
- Abrigo provisório para vítimas em situação de risco iminente.
Proteção na fronteira com o Paraguai
Na região de fronteira com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, o projeto estabelece a articulação entre os serviços brasileiros e paraguaios para proteção das vítimas nos dois países. O prefeito Eduardo Campos destacou o caráter transfronteiriço do atendimento durante a solenidade.
“Nós sempre dissemos que fronteira não é limite. Fronteira é encontro. Por isso, afirmamos que a proteção às mulheres não pode ter fronteira e assumimos o compromisso de criar o primeiro protocolo de atendimento às mulheres estrangeiras na Casa da Mulher Brasileira. Aqui, nenhuma mulher será deixada sem amparo por causa do documento que carrega. E às nossas irmãs do outro lado da linha eu digo: ninguna mujer está sola. Esta casa también es de ustedes”, declarou.
Contexto de violência na linha de fronteira
No sábado (31), Reinalda López Núñez, de 26 anos, somou-se às vítimas de feminicídio registrados na linha de fronteira. O companheiro dela, de 29 anos, suspeito de cometer o crime, segue foragido.
Atualmente, Mato Grosso do Sul possui uma única Casa da Mulher Brasileira em operação, localizada em Campo Grande e inaugurada em fevereiro de 2015. Somente em 2025, a unidade registrou mais de 16,2 mil atendimentos diretos e mais de 210 mil encaminhamentos aos serviços da rede de proteção ao longo do ano.
O ritmo enraizado do Cururu e Siriri
A identidade pantaneira não se resume ao agronegócio. As rodas de Cururu e Siriri são manifestações folclóricas viscerais que marcam o pulsar e a energia das festas tradicionais ao som inconfundível da viola de cocho.
Divulgue sua empresa para todo o Mato Grosso do Sul. Contatos: [email protected]