Servidores de Tacuru admitem áudios com ameaças, mas negam intenção
Os dois servidores públicos de Tacuru, afastados após a repercussão de áudios com ameaças a indígenas, admitiram em depoimento à Polícia Federal (PF) que gravaram as mensagens. Eles negaram, porém, que pretendiam colocar as ameaças em prática.
Segundo a PF, os homens afirmaram que estavam sob efeito de álcool e que as falas foram “da boca para fora”. Eles também classificaram as mensagens como “besteira” e “palavra mal colocada”.
O que dizem os áudios
Em um dos trechos, um servidor afirma: “Você vê como é esse nosso Tacuru velho. Pode morrer de ajudar esses capetas aí dentro do que tiver. O homem se mata de ajudar um, ajudar outro, e esses cães fazem isso aí. A própria população, o próprio município, é um demônio.”
Em outro momento, um dos homens chama os indígenas de “praga do car**” e diz que a água da comunidade deveria ser envenenada. “Já falei que tem que colocar veneno na água”, declara.
Afastamento e investigação da PF
Ambos foram afastados pela prefeitura de Tacuru para apuração do caso. A PF informou que eles confessaram a autoria, mas negaram intenção de executar as ameaças.
Comitiva aponta casos de violência em MS
A comitiva interministerial do Governo Federal, que apura casos de violência contra povos indígenas, informou no sábado (31), em Dourados, que quatro dos dez casos identificados no país são de Mato Grosso do Sul.
- Casos em MS: 4 dos 10 registros de violência contra indígenas no país.
- Investigação avançada: somente o caso de ameaça de envenenamento da água em Tacuru.
- Demais episódios: ainda em averiguação preliminar.
Segundo o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, os outros episódios não podem, por enquanto, ser classificados como violência política.
O ritmo enraizado do Cururu e Siriri
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