Clubes de futebol recorrem ao STF por prejuízo com fim das bets
Nesta terça-feira, representantes de clubes de futebol reclamaram ao STF sobre as perdas financeiras com o fim das apostas esportivas online, as bets. Eles argumentam que os contratos foram celebrados com base na legislação vigente e que a mudança legal causará impacto irreparável.
Clube aponta perda anual de R$ 430 milhões
O vice-presidente do Flamengo, Flávio de Araújo Willeman, afirmou que o clube organizou seu orçamento para os próximos anos conforme a regulamentação aprovada pelo governo. Com o rompimento dos contratos, a perda anual seria de R$ 430 milhões.
Willeman defendeu a segurança jurídica para quem confiou na legislação discutida no Congresso e regulamentada pelo Executivo. Ele questionou quem pagará as obrigações financeiras caso as medidas provisórias sejam mantidas.
Proibição não resolve problemas, diz dirigente
Segundo Willeman, as críticas às bets não serão resolvidas com a proibição total. Ele defendeu uma regulação mais efetiva para combater os malefícios, em vez de optar pela proibição.
O representante do Fluminense, Matheus Reis e Montenegro, destacou que a única receita dos clubes atingida diretamente é a venda de jogadores. “Mexer com essa MP vai no coração de todos os clubes”, declarou.
Montenegro explicou que a maior despesa é a folha de pagamento e que não há possibilidade de adequação imediata. Ele também mencionou que 14 clubes buscam novos patrocínios ao mesmo tempo, o que desvaloriza os ativos.
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