PF desmonta fortaleza do tráfico com apoio de policiais em MS
A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta quarta-feira (4) a Operação Ifrit. A ação desarticula uma fortaleza do crime na faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul.
Segundo as investigações, o grupo usava blindados, fuzis, drones e tinha policiais cooptados. O esquema protegia rotas de tráfico de armas e drogas.
Estrutura de guerra e alta tecnologia
Para blindar os líderes e garantir a segurança das rotas e depósitos, a organização montou uma estrutura logística avançada. A PF mapeou o uso de aparato tecnológico de ponta.
Confira os principais itens usados pelo esquema:
- Veículos blindados: usados no deslocamento de líderes e na escolta de cargas de alto valor.
- Drones e comunicação: monitoramento constante de movimentações policiais e de grupos rivais.
- Fuzis e munição: armamento de alto poder ofensivo à disposição do grupo.
O esquema também montou estruturas que funcionavam como fortalezas. Havia abrigos para homens fortemente armados que faziam a segurança dos depósitos de armas e drogas.
A organização ainda adotava ações sistemáticas de contrainteligência. O objetivo era rastrear e antecipar eventuais investidas das forças de segurança estaduais e federais.
Policiais cooptados pelo esquema
Além do aparato bélico, a organização cooptou agentes públicos. A ação atingiu policiais civis, militares e um policial rodoviário federal.
Eles atuavam como facilitadores do esquema. Repassavam informações privilegiadas sobre operações iminentes, rotas de fiscalização e investigações em andamento. Também prestavam apoio logístico para garantir o livre trânsito dos comboios criminosos.
Em Mato Grosso do Sul, a ação judicial atingiu diretamente ao menos três policiais civis. Os três estão afastados de suas funções públicas.
R$ 500 milhões movimentados
As investigações apontam que um clã familiar ligado ao esquema movimentou R$ 500 milhões. O dinheiro veio do tráfico de armas e drogas de Mato Grosso do Sul para a Europa.
O fogo que gera vida
O ecossistema do Cerrado possui uma biologia paradoxal: precisa do fogo para renascer. As populações indígenas originais compreendiam esta lei natural e usavam queimadas controladas para estimular o rebentamento das plantas e alimentar a fauna.
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