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Policial

Defesa de delegado acusado de comandar desvio de drogas alega nulidade

Advogado do delegado Hoffman D’Ávila, preso na Operação Ifrit, afirma que investigações se sobrepõem e pede anulação.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 06/11/2026 - 11:57 | Meu MS News
Defesa de delegado acusado de comandar desvio de drogas alega nulidade
Delegado Hoffman D'Ávila. (Foto: Arquivo/Madu Livramento, Midiamax)

Advogado do delegado Hoffman D’Ávila, preso na Operação Ifrit, afirma que investigações se sobrepõem e pede anulação.

Defesa nega participação em esquema

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (6), o advogado José Roberto Rodrigues da Rosa negou participação do delegado no crime investigado na Operação Infiltrados. “Não existe dentro dos autos nenhuma conduta. O que tem são assinaturas de determinar incineração e de que parte pode ter sido adulterada”, alegou.

A defesa lembrou que o relatório do Gaeco descreve patrimônio incompatível e disse que são atribuídos “imóvel em condomínio e transações não identificadas” a Hoffman. “Eu tenho descrição e indicativos de prova, mas nada que culminaria em uma sentença condenatória”, defendeu José Roberto.

Bis in idem e nulidade

Para a defesa, ocorre sobreposição de investigações. José Roberto citou o princípio do bis in idem, que impede que uma pessoa seja processada ou punida mais de uma vez pelo mesmo fato. “A decisão que decreta a prisão dele carece de fundamentação, porque temos prisão decretada de alguém que já estava preso e era de conhecimento da Justiça Federal”, afirmou.

Presídio federal é questionado

O advogado também questionou a manutenção do delegado no Presídio Federal de Campo Grande. “Está afastado, não tem contato, não me parece adequado. E acerca do problema de saúde dele, o presídio federal não me parece adequado”, declarou.

Nesta semana, a Justiça negou o pedido de revogação da prisão preventiva e a conversão em prisão domiciliar humanitária. No fim da manhã, o advogado visita Hoffman no presídio.

R$ 15 milhões é ‘chute’, diz defesa

Na última quarta-feira (4), o Jornal Midiamax noticiou que o delegado teria lucrado R$ 15 milhões com venda de cocaína desviada. A defesa rebateu: “Se ele tem R$ 15 milhões como lucro, como o Gaeco não conseguiu identificar? Infelizmente chutaram esse valor, venderam essa ideia e não comprovaram nada”, questionou.

Fotos com traficantes viram ‘novela mexicana’

Imagens anexadas ao relatório da Operação Ifrit mostram selfies, abraço e karaokê entre o delegado e integrantes do ‘Clã Haidar’. A defesa afirmou que precisa entender o contexto. “Preciso de tempo para checar a origem e época dessas fotos. O problema é pegar isso tudo, montar uma novela mexicana e não se ter certeza da origem”, argumentou.

Esquema de desvio de drogas na Denar

Conforme denúncia do Gaeco, o delegado ocupava posição de comando em organização criminosa que usava a estrutura da Denar para desviar entorpecentes. O esquema funcionava de duas formas: policiais deixavam de registrar parte das drogas apreendidas ou retiravam entorpecentes do depósito da delegacia.

Os entorpecentes eram repassados a traficantes ligados ao grupo. A denúncia atribui crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. O MP pediu a perda dos cargos e indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.

Presos na Operação Infiltrados

  • Hoffman D’ávila Cândido e Sousa (delegado da Polícia Civil de MS)
  • Douglas Tobias (policial civil)
  • Neverson Vieira de Araújo (policial civil)
  • Luiz Carlos de Souza (policial civil)
  • Nelson Ricardo Barros de Oliveira (policial civil)
  • Nilton César Sales dos Santos (policial civil)
  • Alison Lemes Bezerra (policial militar)
  • Augusto Torres Galvão Florindo (ex-policial civil)
  • Vitor Ribeiro Venancio dos Santos (policial penal, já estava preso)
  • Lucas da Silva dos Santos, vulgo LK (acusado de tráfico)
  • Valdenice da Silva Goes (mãe de LK)
  • Ana Carolina da Silva dos Santos (irmã de LK)
  • Wesley Benites (procurado pela Justiça)
Mascote Capy
🧉 Papo de Capivara

Cauda de jacaré no menu legal

Em cidades turísticas do estado, a carne de jacaré quebrou o tabu e virou um prato cobiçado. Não há qualquer dano ambiental: a carne servida legalmente provém exclusivamente de criadouros zootécnicos rigorosamente controlados.

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