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    Apoio de Bolsonaro a Beto cai como “bomba”, racha bolsonaristas e pode causar debandada

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    O provável apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao candidato a prefeito do PSDB, o deputado federal Beto Pereira, caiu como uma “bomba” na extrema direita de Mato Grosso do Sul, rachou os bolsonaristas e pode causar debandada no Partido Liberal. Alguns integrantes da sigla ainda vão trabalhar para indicar o candidato a vice, mas da prefeita Adriane Lopes (PP).

    A aliança com o PSDB foi acertada na quinta-feira (27) em Brasília pelo presidente regional do partido, o ex-governador Reinaldo Azambuja, o governador Eduardo Riedel (PSDB) e o próprio Beto em reuniões com Bolsonaro, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e com o líder do partido no Congresso, senador Rogério Marinho.

    A cúpula regional do PL “engoliu” o acordo costurado por Bolsonaro e Valdemar Costa Neto. Presidente estadual do PL, deputado federal Marcos Pollon, famoso por se manifestar sobre tudo, adotou o silêncio. O diretório regional limitou-se a informar que não haveria manifestação nem nota sobre o apoio ao tucano na Capital.

    Bolsonaristas raiz, acostumados a seguir as orientações de Bolsonado calados, não se conformaram com a aliança e recorreram às redes sociais para detonar o candidato tucano. Esse foi o caso do ex-deputado Rafael Tavares, que trocou o PRTB pelo PL para ser candidato a prefeito, e perdeu o mandato para o deputado estadual Paulo Duarte (PSB).

    Nas redes sociais, Tavares citou que Beto conta com o apoio da esquerda e citou o PSB. Ele destacou postagens do tucano contra Bolsonaro durante a pandemia e o apoio do deputado federal à campanha presidencial de Simone Tebet (MDB), que é ministra do Planejamento do Governo Lula.

    Tavares resgatou postagens dos deputados federais do PSDB, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende, com duras críticas aos bolsonaristas. Ele inclusive destacou que o ex-secretário de Saúde chamou os bolsonaristas de “fascistas”.

    A expectativa é de que metade dos bolsonaristas deverão seguir o conselho de Bolsonaro e fazer campanha para Beto Pereira. A outra metade deverá embarcar na candidatura à reeleição de Adriane Lopes. Os dois grupos vão manter a guerra até a convenção para indicar o vice-prefeito. No entanto, um é a favor da aliança com Beto Pereira. O outro quer indicar o companheiro de chapa de Adriane.

    A expectativa é de que a convenção estadual não deverá acabar com o racha. Parte vai continuar com Beto e a outra com a prefeita, mesmo com o candidato a vice na chapa adversária. O PL sempre foi aliado do PSDB em Mato Grosso do Sul, apoiando a reeleição de Reinaldo Azambuja em 2018 e a eleição de Riedel em 2022.

    Outro trauma do acordo é uma provável debandada. Nos bastidores é dada como certa a saída de João Henrique Catan e Rafael Tavares do PL. Outros políticos podem trocar de partido.

    A assessoria de João Henrique informou que o deputado não cogita sair do partido, contestando os boatos nos bastidores nos últimos dias.

    Neste sábado, Tereza Cristina (PP) deve se reunir com os caciques regionais do PSDB e com a cúpula do PL em Brasília para discutir o acordo. Após declarar que o apoio para Beto estava certo, conforme o Campo Grande News na última quinta-feira, Valdemar sinalizou, segundo ao Midiamax de ontem, que a decisão não estava tomada e dependia do aval de Tereza Cristina.

    E a confusão segue no bolsonarismo.

    Bolsonaro já apoiou Capitão Contar, Rafael Tavares, João Henrique, Tenente Portela, Marcos Polllon, Adriane e, agora, Beto Pereira. A decisão pode mudar até a convenção, que ocorrerá até o dia 15 de agosto. E o ex-presidente tem fama de vulnerável. Em 2022, ele apoiou Capitão Contar na véspera do primeiro turno e ficou neutro, apoiando Riedel também no segundo turno.

    Fonte: OJacaré

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