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    Evangélicos lançam movimento para frear uso de espaços religiosos para discurso de ódio

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    Lideranças evangélicas de Campo Grande lançam, nesta quarta-feira (3), o “Movimento pelo Estado de Direito”. Segundo as idealizadoras do evento, o objetivo é reunir cristãos incomodados com a crescente “apropriação dos espaços nas igrejas evangélicas por uma ideologia que propaga o ódio e a discriminação”.

    O embate mais recente que tomou o País e tem dividido grupos religiosos gira em torno do PL 1904/2024, conhecido como “PL do Estuprador” ou “PL do Estupro”. A proposta do deputado evangélico Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) prevê pena de até 20 anos para a mulher que interromper a gravidez resultante de estupro. Já um estuprador pode ser detido por no máximo dez anos, de acordo com o Código Penal.

    Apesar de ter o apoio em peso da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, pastores e religiosos contrários ao projeto têm utilizado as redes sociais para demonstrar que a proposta está longe de ser unânime entre os cristãos. Pesquisas de opinião também mostram que a maioria da população brasileira é contra punir criminalmente mulheres que fizerem aborto.

    A professora universitária Sandra Cristina de Souza, uma das idealizadoras do evento, é uma das lideranças que é contra a utilização dos espaços nas igrejas evangélicas por uma ideologia que propaga o ódio, a discriminação e a acepção de pessoas, a qual, segundo ela, “não tem fundamento bíblico”.

    O pastor evangélico Emilio de Souza, de etnia indígena Terena defende que “o povo de Deus merece ser esclarecido em relação à Palavra de Deus, por isso teremos hoje um momento de reflexão mas também de oração”, disse ele.

    Ex-candidata ao Governo do Estado e pré-candidata a vereadora de Campo Grande pelo PT, a advogada Giselle Marques explica que o grupo pretende desenvolver ações que envolvam a formação educativa para o uso das redes sociais pelos evangélicos, e para a participação “propositiva esclarecendo o evangelho de Cristo nas igrejas”.

    “Não podemos aceitar calados a apropriação indevida da nossa fé. Eu me converti em uma igreja evangélica em 2005, mas após dez anos organizando células e servindo como diaconisa, acabei me afastando, devido ao envolvimento da igreja com a política da extrema direita”, diz Giselle.

    “Atualmente congrego em uma igreja na qual não sei em quem o pastor vota, graças a Deus. Assim posso orar em paz, sem ser ferida pelo desvirtuamento do uso indevido do púlpito para a propagação de ensinamentos que não são de Jesus”, defende.

    O lançamento do “Movimento pelo Estado de Direito” é aberto ao público e ocorre nesta quarta-feira, 3 de julho, às 19 horas na Rua Euclides da Cunha, 1133, no Centro de Campo Grande.

    Fonte: OJacaré

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