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    Câmara só poderá cassar Claudinho após dez faltas e manterá suplente no cargo

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    O vereador afastado da Câmara de Campo Grande, Claudinho Serra (PSDB), ainda terá tempo para decidir se continuará no mandato ou renunciará, após pedido de afastamento de 120 dias. A licença vence no próximo dia 12 e ele ainda não informou à Câmara se permanecerá afastado, retornará ou apresentará atestado.

    Segundo regimento da Câmara, um vereador poderá ser cassado se faltar a dez sessões ordinárias consecutivas ou a quarenta e cinco intercaladas, dentro de sessão ordinária ou extraordinária.

    A procuradoria chegou a indagar o vereador, que não respondeu ao questionamento ainda. A Câmara aguardará pronunciamento de Claudinho, mas não pretende ficar com um vereador a menos. Segundo a procuradoria, Gian Sandim (PSDB) continua no cargo automaticamente se Claudinho faltar.

    Claudinho se afastou do cargo, por 120 dias, no dia 14 de maio. Na ocasião, disse que se afastaria para tratar a saúde e preservar a dignidade. “Seguindo recomendações médicas, solicitei licença para tratamento de saúde. Para continuar o tratamento da minha saúde, bem como para preservação da minha dignidade, integridade psicológica, com o fim de cuidar do bem-estar da minha família e concentrar todos os esforços em minha defesa, decidi pedir licença para tratar de interesse particular, sem qualquer remuneração”, justificou.

     O vereador disse ainda que os fatos investigados são antigos e não possuem qualquer relação com o mandato de vereador que exercia desde maio de 2023.

    Claudinho Serra foi preso na terceira fase da Operação Tromper. Segundo denúncia do MPE, ele era o responsável por chefiar suposta quadrilha instalada em Sidrolândia.

    “Das provas angariadas, ficou constatado que Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho é o mentor e responsável pela articulação dos esquemas relacionados à fraudes em processos licitatórios, desvios de recursos públicos pagamentos/recebimentos de propina que envolvem os já denunciados Ueverton da Silva Macedo e Ricardo José Rocamora Alves”, diz parte da acusação.

    Segundo o MPE, foram reveladas várias provas concretas da existência outros esquemas chefiados por Cláudio Serra que estão em pleno funcionamento, denotando-se a firme e ininterrupta atuação criminosa que há anos atua no Munícipio de Sidrolândia, fraudando licitações e contratos públicos, corrompendo servidores públicos e causando enorme prejuízo ao erário público.

    Fonte: Investiga MS

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