spot_img
Quinta-feira, 5 Fevereiro, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica InternacionalIsrael admite que provavelmente matou ativista americana ‘sem querer’ na Cisjordânia

    Israel admite que provavelmente matou ativista americana ‘sem querer’ na Cisjordânia

    Publicado há

    spot_img

    Já no mesmo dia do acontecimento, os militares afirmaram ter aberto fogo para mitigar a ameaça de ‘um instigador’ que atirava pedras contra os soldados, algo que várias testemunhas refutaram

    O Exército de Israel reconheceu nesta terça-feira (10) que suas forças provavelmente mataram “sem querer” a ativista turco-americana Aysenur Ezgi Eygi durante um protesto perto da cidade de Nablus, na Cisjordânia ocupada. Depois de realizar uma investigação sobre os acontecimentos, o Exército israelense garantiu que “é altamente provável que ela tenha sido atingida sem querer por fogo israelense que não foi dirigido contra ela”, mas sim contra um suposto instigador em uma manifestação que descreveu como “distúrbio”.

    Israel não deu mais detalhes sobre quem foi o alvo do seu ataque, ocorrido durante uma marcha semanal organizada pelo Movimento de Solidariedade Internacional (ISM) contra a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia que, segundo testemunhas, ocorria de forma pacífica. No sábado, o governador de Nablus, Ghassan Daghlas, garantiu que a autópsia realizada na ativista confirmou que ela morreu devido a um tiro na cabeça disparado por um soldado israelense. As autoridades israelenses solicitaram hoje a realização da sua própria autópsia no corpo da jovem.

    “O Exército expressa o seu mais sincero pesar pela morte de Aysenur Ezgi Eygi”, acrescentaram as Forças Armadas israelenses. Jonathan Pollak, um veterano ativista israelense que participou no protesto em que a jovem morreu, disse que os soldados permaneceram posicionados em uma colina a mais de 200 metros dos manifestantes, de onde tinham “uma linha de visão clara” sobre contra quem estavam disparando. “Sabemos que estas investigações são um mecanismo para garantir a impunidade (das forças israelenses)”, criticou o ativista sobre as investigações anunciadas pelo Exército após o incidente.

    Já no mesmo dia do acontecimento, os militares afirmaram ter aberto fogo para mitigar a ameaça de “um instigador” que atirava pedras contra os soldados, algo que várias testemunhas refutaram. Centenas de pessoas participaram ontem em uma marcha fúnebre em homenagem à ativista em Nablus. Com o corpo envolto em uma bandeira palestina e o rosto rodeado por uma kufiya, a ativista de 26 anos foi transportada em uma maca, primeiro por guardas de honra com uniformes verdes e depois pelos seus amigos mais próximos

    *Com informações da EFE
    Publicado por Marcelo Bamonte

    Fonte: Jovem Pan News

    Últimas

    Palmeiras goleia o Vitória e assume vice-liderança no Brasileirão 2026

    Verdão vence por 5 a 1 e emplaca a maior goleada do campeonato. Andreas Pereira se destaca com três assistências.

    Grêmio goleia Botafogo em jogo emocionante pelo Brasileirão

    Tricolor Gaúcho marca cinco gols e garante a vitória na Arena. Destaque para Carlos Vinícius e Tetê.

    Rodrigo de Castro assume União Brasil em MG e Pacheco pode se filiar

    Mudança facilita filiação do senador Rodrigo Pacheco. Aliança com Lula em Minas ganha força.

    Santos Empata Clássico e Segue Sem Vencer no Brasileirão

    Peixe e São Paulo ficam no 1 a 1 na Vila Belmiro. Torcida protesta contra diretoria e técnico.

    Relacionado

    Homem é condenado à prisão perpétua por tentar matar Trump

    Ryan Routh tentou assassinar Donald Trump em 2024. O crime ocorreu em um campo de golfe na Flórida.

    Putin e Xi Discutem Cooperação e Críticas aos EUA em Videoconferência

    Líderes da Rússia e China reforçam laços econômicos e trocam avaliações sobre política global.

    EUA Retiram Agentes de Imigração Após Assassinatos em Minnesota

    Czar da fronteira anuncia a medida após protestos e indignação pública.