Objetivo é apurar dados falsos que filiaram Lula ao PL, partido de Bolsonaro
Agentes da Polícia Federal cumpriram um mandado de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul como parte de uma investigação sobre a inserção de dados falsos no Filia (Sistema de Filiação Partidária) do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O caso envolveu a filiação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), ao Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação, batizada de Infiliatio, ocorreu em julho de 2023, sem a divulgação do município onde a ação foi realizada.
A investigação começou após o TSE identificar a filiação de Lula em outra legenda, considerada uma ação fraudulenta. Segundo a Polícia Federal, o procedimento não envolveu invasão direta ao sistema, mas sim uma solicitação de filiação falsa, usando dados manipulados. Esse pedido foi recebido pelo TSE após ser moderado por um funcionário do PL, cuja atuação também está sob investigação.
As apurações indicaram que os dados falsos foram inseridos desde o início do processo de filiação, seguindo os trâmites previstos. O procedimento é regido pela Resolução nº 23.596 do TSE, que define o envio dos dados de filiados pelos partidos.
Os envolvidos poderão ser acusados de crimes como invasão de dispositivo informático, falsidade ideológica e falsa identidade. A investigação continua para verificar possíveis outras fraudes e entender a motivação dos responsáveis.


